Defensores de Clinton elaboram lista de seus traidores

WASHINGTON - A senadora Hillary Rodham Clinton foi graciosa em seu apoio ao senador Barack Obama. Mas isso não significa que tudo tenha sido perdoado no universo dos Clinton.

The New York Times |

Uma prova disso é Doug Band, líder de relações públicas do ex-presidente Bill Clinton. Ele mantém um registro de todos os antigos aliados e beneficiários do casal que apoiaram a campanha de Obama, disseram colaboradores do comitê de campanha.

Terry McAuliffe, presidente do comitê de campanha da senadora, enfatizou que "vingança não é algo que os Clintons façam". A questão é mais prática, ele disse: "Os Clintons recebem centenas de pedidos de favores todas as semanas. Claramente, as pessoas que serão ajudadas no futuro serão as que ficaram do lado deles".

Band, que se recusou a comentar o assunto, não é o único a manter essas informações sobre quem traiu a antiga candidata ou o ex-presidente ao apoiar Obama. Conforme a lista de defensores de Obama aumenta, também aumentam os antigos defensores dos Clinton vistos como "ingratos", "traidores" ou "inimigos", de acordo com os colaboradores e representantes do comitê de campanha, que falaram sob condição de anonimato.

Philippe Reines, porta-voz de ambos os Clintons, disse que nenhum dos dois mantêm um catálogo das pessoas que supostamente lhes fizeram mal. "Não existe essa lista", ele disse.

Diversos nomes e entidades são comuns em várias listas. No topo delas estão: o governador Bill Richardson do Novo México; o representante James E. Clyburn da Carolina do Sul; Gregory B. Craig, advogado de Bill Clinton durante seu julgamento de impeachment; David Axelrod, estrategista de Obama; a senadora Claire McCaskill do Missouri; e diversos Kennedys. Alguns membros do comitê de regras do partido Democrata, o Estado de Iowa e o sistema cáucaso em geral também estão ali.

A mídia conquistou algumas posições também, incluindo o guru online Matt Drudge, Todd S. Purdum da Vanity Fair (autor de um perfil recente sobre Bill Clinton) e a rede MSNBC (cujos apresentadores Chris Matthews e Keith Olbermann são os principais na lista, disseram colaboradores de Clinton).

Essas são pessoas que não devem pedir ao ex-presidente ou a senadora uma recomendação para um emprego a seu genro.

Algumas dessas pessoas tendem a filosofar sobre sua posição na lista.

Richardson, secretário de energia da administração Clinton e atual embaixador da ONU que apoiou Obama disse: "Eu sei que eles estão chateados, mas eu já estive em listas como essa antes".

Por MARK LEIBOVICH

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