Debate sobre marketing em blogs chega ao governo americano

Colleen Padilla, mãe de 33 anos que vive em um subúrbio na Filadélfia, analisou quase 1.500 produtos, incluindo roupas de bebê, jantares para microondas e o Nintendo Wii, em seu popular website classymommy.com. Seu site atrai 60 mil visitantes únicos por mês e Padilla consegue algo a mais: produtos de graça de companhias que esperam conseguir promovê-los aos leitores da blogueira.

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Collen Padilla testa produtos para seus filhos, Mackenzie e Kyle

Collen Padilla testa produtos para seus filhos, Mackenzie e Kyle

Companhias de marketing estão ansiosas em ter seus produtos nas mãos dos chamados influenciadores que têm seguidores leais, porque suas opiniões ajudam os produtos a se destacarem em meio a tantos outros, principalmente em mídias sociais.

"Não se pode escrever uma análise sobre um produto sem tê-lo em mãos para experimentar", disse Padilla. "Eu acredito que isso é válido para os marqueteiros. Eles buscam uma mãe de verdade com uma voz de verdade".

Em seus artigos, Padilla identifica que produtos são enviados pelas companhias e quais ela comprou por si mesma, além de falar quais vídeos são patrocinados. Mas ao contrário de artigos na maioria das publicações jornalísticas ou em sites de análise independentes, a maioria das companhias recebe garantias de que não terá uma análise negativa: se ela não gostar de um produto simplesmente não publicará nada a respeito dele.

A proliferação do patrocínio pago online gerou controvérsias. Algumas pessoas do mundo digital tratam os presentes como jabás que tentam ganhar o favoritismo dos escritores. Outros questionam legitimidade da opinião dos blogueiros, mesmo quando as relações comerciais são claramente anunciadas aos leitores.

Por conta disso, a Comissão Federal de Comércio está analisando tais práticas e pode em breve exigir que toda a mídia online siga regras de publicidade e propaganda ao analisar produtos.

"Os consumidores têm o direito de saber quando o produto está sendo promovido", disse Richard Cleland, diretor assistente da Comissão Federal de Comércio.

No entanto, o ultracomercialismo da internet está mudando com rapidez maior do que os consumidores e reguladores conseguem acompanhar. Os chamados anúncios estão indo parar em atualizações de status do Facebook, companhias estão patrocinando mensagens no Twitter e blogueiros estão definindo seus próprios parâmetros do que constitui trabalho independente versus propaganda.

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