O reverendo Philip R. Roberts, presidente de um seminário batista em Kansas, Missouri, é um evangelista com um único objetivo: ser contra as crenças dos mórmons.
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Eleições nos EUA: Valores familiares e fé pautam disputa republicana
Pré-candidato republicano Mitt Romney faz discurso durante evento em Nashua, New Hampshire (9/1)
Roberts viajou pelos Estados Unidos e por alguns países no exterior pregando que o mormonismo é uma heresia de acordo com o cristianismo. Ainda que sua mensagem seja puramente teológica, a teologia está prestes a entrar em debate na campanha presidencial republicana e pode passar a fazer parte do cotidiano americano.
À medida que a votação republicana migra para o sul do país, com as primárias que acontecerão na Carolina do Sul no sábado e na Flórida no dia 31 de janeiro, a religião de Mitt Romney, o favorito da disputa, pode se tornar um problema incontornável na mente de muitos eleitores.
Na Carolina do Sul, onde cerca de 60% dos eleitores republicanos são cristãos evangélicos, Romney, um mórmon devoto e ex-bispo de igreja, enfrenta um eleitorado que foi exposto ao longo dos anos a pregadores como Roberts, que ensinam que a fé mórmon é renegação.
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Muitos evangélicos têm inúmeras razões, além da religião, para contestar a candidatura de Romney. Mas para entender o quão difícil é para alguns apoiarem a sua candidatura, é necessário entender a gravidade de seus ideais teológicos.
"Eu não me preocupo com a possibilidade de Mitt Romney usufruir de sua posição como candidato ou como presidente dos Estados Unidos para promover o mormonismo", disse Roberts, autor de "Mormonism Unmasked" (Mormonismo desmascarado, em tradução livre) e presidente do Seminário Teológico Batista, que afirmou que não pretende viajar para a Carolina do Sul antes da votação.
"A preocupação entre os evangélicos é que a Igreja Mórmon tire proveito de sua posição ao redor do mundo e faça dele uma espécie de cartão de visitas para legitimar a sua igreja e converter as pessoas."
Os mórmons se consideram cristãos - como indicado no nome de sua Igreja, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. No entanto, as diferenças teológicas entre o mormonismo e o cristianismo tradicional são tão fundamentais, segundo especialistas, que englobam a própria compreensão de Deus e de Jesus, sobre o que são as escrituras e o que acontece quando as pessoas morrem.
"O mormonismo é uma religião distinta das outras", disse David Campbell, um mórmon e professor de ciência política da Universidade de Notre Dame que se especializa em religião e política. "Não é a mesma coisa que o presbitarianismo ou o metodismo. Mas ao mesmo tempo, houveram esforços por parte da igreja para enfatizar a sua semelhança com outras fés cristãs e esse é um equilíbrio difícil para essa igreja".
Por Laurie Goodstein
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