De olho nos jovens, EUA proíbem cigarros aromatizados

WASHINGTON - As autoridades sanitárias federais proibiram, nesta terça-feira, a venda de cigarros aromatizados, na primeira sanção severa desde que a Agência de Gerenciamento de Alimentos e Remédios, FDA na sigla em inglês, passou a ter autoridade para regular o tabaco.

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Cigarros com diversos aromas e de várias. marcas

A proibição busca acabar com a venda de produtos de tabaco com chocolate, baunilha, cravo e outros condimentos que atraem crianças e adolescentes ao fumo.

A agência estudará a regulação de produtos mentolados e deu indicações de que em breve pode tomar atitudes similares em relação ao mercado ainda maior de charutos e cigarrilhas aromatizados.

"Estes cigarros aromatizados são a porta de entrada para muitas crianças e jovens adultos se tornarem fumantes", disse Dr. Margaret Hamburgo, comissária da agência ao anunciar a proibição.

Em 2004, fumantes de 17 anos tinham três vezes ou mais propensão ao uso de cigarros aromatizados do que aqueles com 25 anos ou mais, e viam estes produtos como mais seguros.

Entre as marcas mais famosas de cigarros aromatizados está a série Camel  Exotic Blends da R.J. Reynolds, com sabores como limão, piña colada e caramelo.

Estudos mostram que diariamente, 3.600 crianças e adolescentes começam a fumar nos Estados Unidos e 1.100 se tornam fumantes contínuos.

A proibição acontece três meses depois que o Presidente Barack Obama assinou a lei que dá ao FDA a autoridade de regular produtos de tabaco, que geraram US$ 96 bilhões em vendas em 2008 - US$ 87 bilhões em vendas de cigarros, US$4 bilhões em charutos e cigarrilhas e US$ 4,6 bilhão em tabaco mastigável, rapé e vendas de tabaco solto.

Antecipando a proibição, os fabricantes domésticos pararam de produzir cigarros aromatizados, menos de 1% do mercado, mas produtos importados continuam disponíveis.

Sob a lei, a agência tem ampla autoridade para regular o marketing e fabricação de produtos de tabaco, mas não pode proibir cigarros comuns, charutos ou tabaco mastigável.

Em janeiro, os fabricantes terão que apresentar à agência informação sobre ingredientes e aditivos e, em julho, a indústria será proibida de usar termos como "light" (leve), "low" (baixo), e "mild"(suave) em seus produtos.


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