Cúpula do G20 é benção mista para Pittsburgh

PITTSBURGH - Para esta cidade, a cúpula econômica do G20 é uma bênção mista. O prefeito, Luke Ravenstahl, calculou que os milhares de participantes e manifestantes gastarão cerca de US$ 35 milhões na cidade durante a cúpula de dois dias que começa nesta quinta-feira. Mas seu gabinete também disse que a segurança extra poderia custar mais de US$ 19 milhões.

The New York Times |

O governo federal ofereceu US$ 10 milhões e o Estado da Pensilvânia outros cerca de US$ 4 milhões, deixando a cidade responsável pelo restante.


Cavalaria faz segurança de centro de convenções em Pittsburgh / NYT

Mas mais importante, segundo o prefeito, a cúpula dará a Pittsburgh a chance de mudar sua perpétua imagem de cidade arenosa e agonizante do Cinturão do Ferro.

Ravenstahl, 29, disse que a história de transformação econômica de Pittsburgh ajudou a dispersar "a imagem 'esfumaçada'  de nossa cidade e substitui-la por uma imagem verdadeiramente 'verde', que mostra como é possível se reinventar e diversificar sua economia".

O índice de desemprego de Pittsburgh, ele notou, é 7,7% menor do que a média estadual e nacional, e ele disse que a cidade é pioneira em tecnologia verde.

Os líderes do G20 se encontrarão no novo Centro de Convenções David L. Lawrence e jantarão no Conservatório e Jardim Botânico Phipps, que foram projetados para usar quase nenhuma energia ou água externas.

Os protestos planejados para durante a cúpula, no entanto, também são uma dolorosa lembrança de como muitos ainda veem esta antiga cidade do aço.

Embora Pittsburgh tenha se refeito atraindo jovens profissionais com uma universidade e empregos hospitalares, a cidade, permanece para muitos como um símbolo do colapso da base industrial da nação.

Na manhã de quarta-feira, ativistas do Greenpeace colocaram uma bandeira na Ponte West End, sobre o Rio Ohio, onde se lê "Perigo Destruição Climática Adiante" e "Reduzam as Emissões de CO2 Agora".


Protesto do Greenpeace em Pittsburgh / NYT

Quatorze ativistas foram presos e acusados de conduta desordeira e obstrução do tráfego, entre outras coisas.

No amplamente negro Distrito Hill, um grupo chamado Movement Bail Out the People (Movimento Resgate para o Povo, em tradução livre) armou uma "cidade de barracas" para pessoas desempregadas e sem-teto que viajaram até aqui para que suas vozes sejam ouvidas.

O grupo pede uma nova versão da gestão para o progresso do trabalho, com base naquela adotada na era da Depressão.

"Esta cidade é um lugar perfeito gerar estas preocupações sobre o trabalho ser enviado ao exterior e o governo resgatar bancos mas não regular o capital", disse Larry Holmes, porta-voz do grupo.

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