Cúpula deve ter acordo para preservar florestas

COPENHAGEN ¿ Os negociadores da Conferência de Copenhague têm quase completo um acordo que prevê compensação financeira para países em desenvolvimento que preservem suas florestas.

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Amazônia brasileira: programa ajudaria Brasil a conservar floresta

Amazônia desmatada: programa ajudaria Brasil a conservar floresta

Se assinado, o programa de compensação REDD (sigla em inglês para Reduzindo as Emissões do Desmatamento e da Degradação Florestal) pode se tornar a conquista mais significativa da Cúpula Climática de Copenhague, fornecendo um sistema pelo qual os países possam ser pagos para conservar bens naturais com base em sua contribuição para reduzir emissões.
É provavelmente a questão mais concreta que sairá de Copenhague e é algo bem significativo, afirmou Fred Krupp, chefe do Fundo de Defesa Ambiental.
O esboço final do acordo será entregue nesta quarta-feira aos ministros dos 192 países reunidos na Dinamarca. Negociadores e outros participantes disseram que, apesar de ainda faltarem alguns detalhes sobre o programa, todos os principais pontos de divergência   por exemplo, como respeitar os direitos dos indígenas vivendo em florestas e o que é definido como floresta já foram solucionados por consenso.
Um acordo final sobre o programa só deve ser anunciado no fim desta semana, quando o presidente americano, Barack Obama, e outros líderes estarão na cúpula.
Grupos ambientalistas há muito tempo defendem um programa de compensação, porque as florestas absorvem de forma eficiente o dióxido de carbono, o principal gás do aquecimento global. Estima-se que o desmatamento das florestas tropicais corresponda a 20% das emissões globais de gases estufa.
Para os países pobres, os pagamentos fornecerão uma fonte de renda muito necessária. Para os países mais ricos, o que atrai no programa não é o dinheiro, mas créditos de carbono que podem ser utilizados para cancelar, em parte, suas emissões industriais sob um mercado de carbono.
O novo plano representa uma importante mudança em relação a programas prévios da ONU, como o Protocolo de Kyoto , de 1997, no qual os países se comprometiam a coibir suas emissões industriais, mas não recebiam crédito pela redução das emissões por meio de mudanças no uso da terra.
POR ELISABETH ROSENTHAL
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