Crise pressiona Obama a montar sua equipe rapidamente

CHICAGO - O telefonema que o convocou foi de certa forma misterioso. Apenas depois que o general James L. Jones apareceu no quarto de hotel para um encontro tete-a-tete com o presidente eleito Barack Obama é que ficou claro o que estava acontecendo. O general Jones se interessaria em aceitar uma posição sênior na segurança nacional? Obama perguntou. Jones disse que sim.

The New York Times |

Acordo Ortográfico

Isso aconteceu no dia 22 de outubro, apenas 13 dias depois da eleição. Nesta semana, os dois apareceram juntos e Obama anunciou a indicação de Jones como seu consultor de segurança nacional.

Obama está agindo mais rápido para preencher os principais cargos de seu gabinete do que qualquer presidente dos tempos modernos. Ele já indicou quase todo o alto escalão de sua equipe na Casa Branca e metade de seu gabinete. Apenas um mês depois de sua eleição, ele já anunciou a escolha de 13 dos 24 cargos mais importantes em uma nova gestão.

Em comparação, Bill Clinton havia preenchido apenas uma posição no seu alto escalão no primeiro mês de sua transição, e Jimmy Carter e Ronald Reagan apenas dois. Mesmo George Bush pai, que teve a vantagem de suceder um colega republicano, havia escolhido apenas oito pessoas para sua equipe um mês depois de sua eleição. George W. Bush, atrasado pela recontagem de votos na Flórida, havia indicado apenas seu chefe de equipe a essa altura em 2000 mas esperava para saber se seria mesmo presidente.

"Não temos tempo a perder", disse Rahm Emanuel, próximo chefe de equipe da Casa Branca, que foi indicado ao cargo apenas dois dias depois da eleição. "Esta é a pior crise econômica desde a Grande Depressão e temos o maior compromisso militar no exterior desde Richard Nixon. Este é o mundo que herdamos e o presidente eleito disse que não podemos perder tempo".

Por PETER BAKER e MICHAEL COOPER

Leia mais sobre Obama

    Leia tudo sobre: obama

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG