Crise financeira representa desafios para candidatos à presidência dos EUA

WASHINGTON - A crise financeira transformou a disputa presidencial entre os senadores John McCain e Barack Obama numa audição para determinar qual dos dois consegue lidar melhor com essa emergência econômica nacional.

The New York Times |

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McCain, o candidato republicano, pediu na quinta-feira que o presidente demita Christopher Cox, responsável pela Securities and Exchange Commission (SEC, órgão regulador do mercado de capitais dos EUA), ex-congressista republicano e indicado de Bush.

McCain, que no começo da semana pareceu lutar em busca de uma mensagem consistente sobre a economia, também propôs a criação de um novo corpo governamental para aliviar as instituições em dificuldades financeiras de dívidas ruins na esperança de mantê-las capazes. Uma postura similar foi considerada na noite de quinta-feira pela gestão Bush e líderes do Congresso.

McCain deve mostrar suas opiniões sobre a crise na manhã desta sexta-feira em Wisconsin.

Seu rival democrata à presidência, Obama, divulgou seu próprio plano na quinta-feira durante campanha no Novo México. Seu comitê disse que ele dará detalhes sobre a questão depois de se encontrar com seus conselheiros econômicos em Miami nesta sexta-feira.

Com o dia da eleição a menos de sete semanas de distância, a crise financeira transformou a disputa, jogando para o alto quase todas as outras questões similarmente importantes. A maior chance de envolvimento do Congresso no resgate de empresas em dificuldades (potencialmente incluindo os contribuintes) a política pode se tornar ainda mais complicada.

O desafio dos candidatos é similar ao enfrentado pela gestão Bush e autoridades reguladoras que na realidade lidam com a crise. O secretário do tesouro Henry M. Paulson Jr., por exemplo, deu declarações contraditórias e indícios falsos de ação conforme a crise se espalhava de uma instituição financeira para outra.

McCain adota um tom cada vez mais populista. Na quarta-feira, durante uma viagem através do Estado de Michigan, McCain chegou a sugerir que favoreceria empréstimos à indústria automobilística, uma idéia que o candidato anteriormente reprovava. Na terça-feira, ele disse que se oporia à ajuda financeira da seguradora AIG, apenas para apoiar o mesmo dizendo ser inevitável no dia seguinte quando o Federal Reserve (Fed) assumiu a companhia para evitar que suas perdas atingissem outras instituições financeiras.

Obama pede em cada parada de sua campanha por uma regulamentação mais rígida de Wall Street e ajuda para aqueles em Main Street. Apesar de normalmente falar sem notas, nos últimos dias Obama fez uso de um teleprompter, para evitar erros espontâneos que prejudicariam suas tentativas de soar presidencial.

Por JACKIE CALMES e JEFF ZELENY

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