Crise automobilística prejudica principal escola de engenharia do setor

FLINT, Michigan - Nos últimos 90 anos, a Universidade Kettering criou sua reputação como a melhor no preparo de profissionais para o setor automobilístico, oferecendo importante experiência de trabalho para seus estudantes em companhias da área e fabricantes de peças e garantindo empregos lucrativos depois de sua formatura.

New York Times |

Agora os 2.300 estudantes da Kettering descobriram que este caminho para o mercado de trabalho foi fechado com a crise em Detroit. Alguns foram demitidos de seus estágios em companhias como a General Motors, que fundou a Kettering em 1919 para ajudar a formar os futuros líderes da companhia.

"Agora todos temem perder seus empregos e isso é visível", disse Keely Albers, 22, que é estagiária do programa de carros híbridos da GM.

A GM recentemente eliminou 103 estágios (os que estão prestes a se formar puderam ficar) e teve que suspender sua participação no programa de educação cooperativa da Kettering, pelo menos por enquanto, de acordo com a escola.

NYT
Estudantes na universidade Kettering
Estudantes na Universidade Kettering
A escola, conhecida até 1998 como Instituto General Motors, foi criada para ensinar os estudantes sobre a forma GM de se fazer negócios antes mesmo que eles começassem suas carreiras.

Até a GM cortar os elos formais com a universidade em 1982, a companhia automobilística empregou cada um de seus estudantes, que geralmente eram admitidos na escola com recomendação de algum revendedor ou gerente da empresa.

Desde 1982, o número de estudantes empregados pela GM gradualmente diminuiu e apenas 6% dos formandos deste ano conseguiram um cargo na companhia, que irá patrocinar apenas 3.5% no próximo ano.

A Kettering (rebatizada em 1998 em homenagem a Charles F. Kettering, inventor da ignição elétrica e líder de pesquisa da General Motors) agora tenta trabalhar com uma rede maior de empregadores, dentro e fora do setor. Muitos alunos passaram a aceitar posições em companhias como a UPS, museus locais e na CIA (onde devem dizer apenas que trabalham para o governo).


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