Crise aumenta procura por doces nos EUA

Raymond Schneider educadamente passou pela multidão de clientes para alcançar a caixa de barras de doces Dylans da loja Bloomingdales de Nova York. Desde que foi demitido, em dezembro, o decorador de interiores de 33 anos diz ter se viciado em balas, estocando os doces toda vez que vai fazer compras.

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Com a crise, americanos estão consumindo mais doces

Com a crise, americanos estão consumindo mais doces

"O açúcar faz com que eu me sinta melhor", ele disse, ao colocar uma caixa de balas Red Licorice Scottie Dogs na sacola. "Não há nada mais estressante do que a insegurança financeira que se espalha pelo mundo".

A recessão parece ter um lado doce. Conforme o desemprego aumenta, os americanos adultos passaram a consumir mais doces, afirmam  os fabricantes, donos de lojas e especialistas do setor.

As teorias sobre o motivo disso variam. Para muitos, o açúcar melhora o humor prejudicado pela situação econômica, dizem os donos de lojas e oficiais do setor. Para outros, os doces oferecem uma lembrança nostálgica de tempos melhores. Além disso, eles são relativamente baratos.

"As pessoas podem até se permitir um pouco mais quando o momento é difícil", disse Jack P. Russo, analista da corretora de lojas Edward Jones de St. Louis. "Estes são itens baratos que as pessoas podem comprar facilmente".

Na loja Candyality, na região de Lakeview em Chicago, os negócios aumentaram cerca de 80% em relação ao ano passado, afirmou a dona Terese McDonald, que disse estar com dificuldades para acompanhar a demanda.

Na Candy Store de San Francisco, a dona, Diane Campbell, triplicou suas compra de doces mais nostálgicos nos últimos meses. Muitos de seus clientes dizem que apesar de viverem com menos, ainda separam algum dinheiro para os doces. "Eles colocam doces no orçamento familiar", ela disse.

Muitas grandes fabricantes de doces reportaram aumento nas vendas e lucros surpreendentes. A Cadbury reportou aumento no lucro de 30%  em 2008 e a Nestle 10,9%. A Hershey, que teve dificuldades durante a maior parte de 2008, obteve lucros de 8,5% no primeiro quadrimestre deste ano.

"Tudo vai bem na terra dos doces", disse Jamie Hallman, dono da loja Sweetdish no distrito da Marina em São Francisco.


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