Crédito começa fluir em mercados de todo o mundo

Depois de semanas de extraordinários esforços de governos e bancos centrais de todo o mundo, o crédito começou a fluir na segunda-feira.

The New York Times |

Acordo Ortográfico

O lento ressurgimento da confiança entre os financiadores (um artigo de luxo ultimamente) deu esperanças de que a pressão financeira sobre os bancos, negócios e governos pode melhorar e aliviar o golpe de uma possível recessão.

O simples surgimento destes sinais encorajadores foi o suficiente para gerar uma onda de alívio em Wall Street, onde o Dow Jones subiu média de 413 pontos, ou 4,7%. Na sexta-feira, pouco se sabia sobre quão rapidamente as medidas destravariam o crédito global, até mesmo se a nacionalização parcial de alguns dos maiores bancos do mundo faria diferença.

"O temor retrocedeu consideravelmente", disse John V. Miller, chefe do setor de investimento do Nuveen Asset Management.

O padrão de empréstimos entre bancos, conhecido como Libor, caiu na segunda-feira e atingiu o menor número em nove meses, uma indicação de maior confiança no sistema financeiro. Governos locais e estaduais encontraram compradores para ações que acumularam poeira nas últimas semanas. Bancos e fundos de gerenciamento financeiro abriram seus cofres para empréstimos corporativos, reduzindo os índices sobre empréstimos a curto prazo.

As melhorias no mercado de crédito são boas notícias para os pequenos e médios negócios americanos, que dependem de financiamento a curto prazo para operar diariamente. Os economistas alertaram, no entanto, que os consumidores americanos podem ter que enfrentar algumas dificuldades adiante.

No Capitólio, o presidente do Federal Reserve, Ben S. Bernanke, afirmou aos legisladores que "o risco de um desaceleramento prolongado" se deve à criação de novas medidas para ajudar os americanos a conseguirem acesso ao crédito. Bernanke não especificou o tamanho ao amplitude do plano.

Os democratas no Congresso planejam criar uma medida de estimulo secundária. O Departamento do Tesouro, enquanto isso, espera gerar uma nova onda de parceria entre bancos ao direcionar parte do pacote de resgate de US$250 bilhões a bancos que se disponham a comprar seus rivais enfraquecidos, de acordo com as autoridades.

Ainda que estes esforços possam oferecer algum alívio, a preocupação é que leve algum tempo antes que tenham impacto sobre a economia. Os empréstimos devem permanecer escassos para muitos pequenos negócios e consumidores.

O crédito não deve flutuar livremente tão cedo, disse Max Bublitz, líder estrategista da SCM Advisors, uma empresa de investimentos em São Francisco. "Isso acontecerá aos poucos nos próximos meses", ele disse.

Por MICHAEL M. GRYNBAUM

Leia mais sobre crise financeira

    Leia tudo sobre: crise nos eua

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG