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Contatos com eixo do mal expõem vaivém de Bush

WASHINGTON - Quando a Secretária de Estado Condoleezza Rice se encontrar com o representante norte-coreano, Pak Ui-chun, em Cingapura na semana que vem, será o primeiro encontro de alto nível entre os dois países desde que Madeleine K. Albright visitou o líder norte-coreano, Kim Jong-il, durante os meses finais da gestão Clinton.

The New York Times |

AP

Condolezza Rice chega semana
que vem a Coréia do Norte

Depois de um fim-de-semana em que a gestão Bush enviou uma autoridade do Departamento de Estado a uma reunião em Genebra com um representante iraniano, o encontro com a Coréia do Norte pode significar o derradeiro final do "eixo do mal", que o presidente Bush afirmou em 2002 que estava "se formando para ameaçar a paz mundial".

A gestão Bush começou há algum tempo a voltar atrás em sua promessa de não negociar com os opositores da América. Mas suas concessões recentes ao Irã, Coréia do Norte e Iraque confundiram ainda mais sua antiga mensagem.

Bush agora concordou, em princípio, com a idéia de uma agenda de retirada organizada do Iraque, algo que ele sempre afirmou ser perigoso.

O Departamento de Estado enviou o Sub-Secretário de Estado William J. Burns para negociar com autoridades iranianas e européias em Genebra, apesar de ter dito que participaria de tais negociações apenas caso Teerã suspendesse o enriquecimento de urânio, algo que o país não fez.

Agora, Rice irá se encontrar com Pak para finalizar uma fase no acordo de desnuclearização menos de dois anos depois que a Coréia do Norte testou uma arma nuclear.

Confusão

Aliados europeus dos Estados Unidos e mesmo alguns membros da gestão Bush se dizem confusos com o que chamam de vaivém.

Um oficial do governo descreveu a política em relação ao Irã como "errática", enquanto um diplomata europeu afirmou que "parece um pouco esquizofrênica".

Alguns especialistas em política externa dizem que multiplicar as concessões pode ser uma atitude esperada dos últimos meses de uma gestão. A gestão Reagan, por exemplo, iniciou negociações formais com a Organização para a Libertação da Palestina em 1988 durante seus últimos meses no cargo e o presidente Bill Clinton enviou Albright a Pyongyang no final de 2000, menos de três meses antes de entregar o gabinete.

Mas as concessões da gestão Bush são particularmente notórias porque o atual presidente e seus oficiais fizeram muito para propor uma doutrina intelectual e moral que rechaçava qualquer negociação com os opositores da América; Bush comparou tais negociações com o fato de apaziguar terroristas há apenas dois meses diante do Parlamento Israelense.

Por HELENE COOPER

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