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Consumido: o brinquedo do faz tudo

Quando o Chumby apareceu a venda pela primeira vez há alguns meses atrás, o resultado não foi exatamente uma pilhagem cultural ocasionada pelo lançamento de algumas invenções, como o iPhone.

The New York Times |

Mas Carla Diana sabia o que era, assim como alguns de seu grupo de amigos. Diana ensinou desenho industrial até pouco tempo no Instituto de Tecnologia da Georgia e o seu próprio trabalho rotineiramente obscurece as fronteiras entre arte, tecnologia e produtos.

Quando ela morava em São Francisco, freqüentava o Dorkbot, uma reunião periódica de hackers e de faz tudo. Quando ela ouviu falar sobre o Chumby, ela se lembra que pensou, "Oh, eu tenho que conseguir um".

O Chumby é um objeto de aparência bastante inocente, que se parece com um radio relógio, com uma pequena tela sensível ao toque, recoberto de couro, exterior acolchoado que dá a impressão de um saquinho de peças de jogo.

Ele custa US$ 180 e parece que os adoradores de inovações tecnológicas, como Stephen Tomlin, chefe executivo e fundador das Indústrias Chumby, define, tem sido o público alvo até agora.

O que o Chumby faz é basicamente exibir um "widget" (pequeno programa que descreve a ação dos símbolos gráficos) ¿ e a sua reação a essa curta explicação o situará no mundo dos adoradores de inovações tecnológicas. ("O que é um widget?" por exemplo, não o faz marcar muitos pontos mas, a resposta está a dois parágrafos daqui).

O que coloca o Chumby como objeto de desejo de pessoas como Carla Diana, entretanto, é para o que ele pode ter sido feito. O Chumby é conectado à internet, funciona com o software Linux e é extremamente violável. Em outras palavras é um dispositivo de código perfeitamente aberto.

Mas os adoradores de inovações tecnológicas são uma pequena base de consumo, e as Indústrias Chumby estão apostando que aqueles primeiros consumidores loucos por faz tudo vão transformar seu produto em algo mais atraente ao restante da população. Chumby cai na emergente categoria de dispositivo ambient: ao invés de apresentar a informação ou diversão em resposta a infinitas pesquisas e cliques na rede, esses dispositivos fazem o serviço sem que você levante um dedo. (Outros exemplos incluem o em formato de coelho Nabaztag, que dá informação em voz alta, ou por cores brilhantes, e o Ambient Orb, que traduz informações sobre dados de tráfego e assim por diante em um brilho variável).

Em resumo, o modelo Chumby atrai pessoas que almejam criar algo ativamente que vai ser aproveitado passivamente.

A unidade básica de comunicação do Chumby -- o widget -- é, essencialmente um pequeno programa que faz uma coisa. Um widget pode lhe mostrar a previsão do tempo ou, o último resultado do baseball. Existem widgets que mostram fotografias que você armazenou online, ou que escolhem imagens do Daily Puppy Web site. Alguns são jogos, ou necessitam que se bata na tela para que um objeto animado faça algo.

Existem centenas de escolha de widget na Chumby Network ¿ muitos feitos pelos consumidores criadores. Você pode pegá-los e puxá-los, mas então apenas o Chumby vai. (O seu fluxo e conteúdo também está cravado de algo que você não pode se livrar: publicidades). O dispositivo também pode tocar radio da internet e ser instalado como um relógio despertador.

Como $180 dólares parece muito dinheiro para um acesso permanente a câmeras da web,os principais consumidores de eletrônicos que tem sido treinados a esperar a obsolescência devem imaginar se não é melhor esperar pelo Chumby 2.0 ¿ ou no mínimo uma grande queda de preço. (Talvez seja o seu exterior de saco de pecinhas de jogo, mas algo no objeto sugere que ele será colocado em bazares de venda de bugigangas no futuro). Mas o desenvolvimento do modelo para os adoradores de inovações tecnológicas propõe uma revisão do ciclo de vida da invenção: como pessoas criativas permanecem fuçando no que o Chumby pode fazer, o dispositivo teoricamente se torna mais útil quanto mais tempo você o possuir.

Existem, no Chumby, elementos que ainda ninguém explorou ¿ como um microfone. "Talvez alguém descobrirá como torná-lo um telefone Skype, sugere Tomlin. A companhia também espera que outros façam dispositivos como molduras digitais para fotos e assim por diante ¿ que aceitarão ser alimentados pela Chumby Network. Tomlin não rejeita a possibilidade de futuras gerações mas, argumenta que o mesmo Chumby hoje é melhor do que quando alguém o comprou em novembro, e aquele que você comprará agora será melhor em seis meses.

Depende muito, então, da criatividade continua daqueles super amantes de inovações tecnológicas. Com acontece, Carla Diana não pode usar o Chumby como ela pretendia originalmente (num projeto protótipo muito complicado para ser descrito aqui). Ela adicionou alguns widgets interativos que ela havia feito antes para a Chumby Network e agora tem o dispositivo em seu escritórios, informando-a sobre os termos mais procurados no Yahoo e assim por diante.

Ela ainda de está, de qualquer forma, bastante interessada nas possibilidades de dispositivos ambient. E talvez aquelas possibilidades surgirão em seu Chumby, enquanto ele repousa lá, calmamente esperando por outras pessoas inteligentes para fazê-lo melhor.

(Rob Walker escreve a coluna "Consumido" para a revista New York Times.)

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