WASHINGTON - Líderes congressistas agiram rapidamente em intensas negociações com a gestão Obama na terça-feira depois que o Senado aprovou sua versão de um plano de estímulo financeiro de US$838 bilhões, e oficiais disseram que o projeto deve ser concluído até o final da semana.

Em sinal de sua determinação em reconciliar as diferenças entre o projeto do Senado e a versão de US$820 bilhões da Câmara, o chefe de gabinete da Casa Branca, Rahm Emanuel, e o diretor de orçamento, Peter R. Orszag, se reuniram no Capitólio na noite de terça-feira juntamente com oradora Nancy Pelosi, o líder da maioria do Senado, Harry Reid de Nevada, e outros legisladores.

Participantes das negociações disseram que eles querem reduzir o preço geral do pacote para US$800 bilhões.

Os oficiais trabalharam até tarde da noite, com Reid indo de reuniões com senadores em seu escritório a encontros com líderes da Câmara no de Pelosi. Os senadores centristas que foram cruciais para o acordo de estímulo, Susan Collins e Olympia J. Snowe, republicanas de Maine, Ben Nelson, Democrata de Nebrasca, e Joseph I. Lieberman, independente de Connecticut, voltaram por volta das 9h das negociações e partiram uma hora depois.

O grupo parou pela noite pouco depois das 23h30. "Não chegamos lá", disse Reid. "Mas fizemos progresso significativo nas últimas 10 horas".

Apesar da agenda apertada, segundo Emanuel, o projeto pode ser finalizado esta semana. "Você está no braço legislativo", ele disse, "aqui tudo é possível". Ele afirmou ainda: "Todos sabem a seriedade da crise econômica". Mesmo antes do Senado votar 61-37 para aprovar o pacote de estímulo, o presidente Obama se encontrou com Pelosi e Reid na Casa Branca na terça-feira de manhã. O presidente então viajou para Fort Myers, Flórida, para buscar apoio de um republicano proeminente, o governador Charlie Crist.

Entre as diferenças que precisam ser resolvidas estão propostas da Câmara para o subsídio a planos de saúde particulares para os desempregados e a cobertura temporária do Medicaid aos que não tem como pagar por assistências particulares. O projeto do Senado oferece US$10 bilhões a menos em subsídios e não oferece a ampliação do Medicaid, mas seus cortes devem fazer parte da lei final.

No geral, o projeto reflete diferenças em prioridades de gastos que somam milhões.

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