Conflitos no Paquistão geram temores a respeito de arsenal nuclear do país

WASHINGTON - Conforme a insurgência do Taleban e da Al-Qaeda se dissemina pelo Paquistão, oficiais americanos afirmam estar cada vez mais preocupados a respeito da vulnerabilidade do arsenal nuclear do país, incluindo a possibilidade de que militantes roubem armas em transporte ou posicionem simpatizantes em laboratórios responsáveis pela fabricação do combustível.

The New York Times |

Os oficiais enfatizaram que não há motivos para se acreditar que o arsenal, que na maioria se encontra no sul da capital, Islamabad, enfrenta uma ameaça iminente. O presidente Barack Obama disse na semana passada que permanece confiante que manter a infraestrutura segura é prioridade das forças armadas do Paquistão.

Mas os Estados Unidos ainda não sabem onde estão localizadas todas as armas do Paquistão e temem a proximidade do Taleban a sua capital. A movimentação da insurgência deixou oficiais americanos menos dispostos a aceitar promessas vazias dos paquistaneses, que afirmam simplesmente que as armas estão seguras.

Ao mesmo tempo, os oficiais paquistaneses continuam a recusar pedidos americanos para que forneçam detalhes sobre a localização das armas e sua segurança, afirmam as autoridades.

"Nós dependemos muito das garantias, as mesmas garantias que ouvimos há anos", disse um oficial sênior que esteve envolvido no Paquistão durante a gestão Bush, e permanece envolvido hoje. "Quanto pior é a situação, mais eles proclamam a frase 'nós temos tudo sob controle'".

Em público, a gestão deu apenas alguns sinais de preocupação. Os oficiais não confirmam se o assunto será tratado durante a visita do presidente Asif Ali Zardai a Obama na quarta-feira em Washington.

Tecnicamente, Zardari tem o controle da Autoridade de Comando Nuclear do Paquistão, um misto de líderes políticos, militares e de inteligência que controla seu arsenal de 60 a 100 bombas.

Na verdade, seu controle é pequeno (quem tem mais poder é o general Ashfaq Parvez Kayani, ex-diretor da agência de inteligência Inter-Services).

Durante anos os paquistaneses descartaram as preocupações americanas, com o líder de segurança nuclear do país, o general Khalid Kidwai, tratando-as como "retórica exagerada".

Diversos oficiais americanos disseram estar preocupados que os insurgentes possam tentar provocar um incidente que faria com que o Paquistão movesse suas armas e que talvez usem uma pessoa infiltrada para saber onde interceptá-las.

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