Conflitos internos dividiram equipes de campanha de McCain e Palin

PHOENIX - Como um dos principais assessores da campanha do senador John McCain revela, foi ruim o suficiente a governadora Sarah Palin do Alasca agendar e receber, ainda que sem saber, uma ligação de um comediante canadense fingindo ser o presidente da França. Mas pior ainda, conta o assessor, foi que ela não informou seu companheiro de disputa sobre sua diplomacia falha.

The New York Times |

Acordo Ortográfico

Já como um assessor da campanha de Palin conta a história, a acusação é absurda. A ligação estava na agenda da candidata há três dias e ela não deveria se culpada se a equipe de McCain não percebeu isso.

Seja qual for a verdade, uma coisa é certa. Palin, que rindo disse ao
comediante que ela poderia ser presidente "talvez em oito anos", foi a
catalizadora de uma guerra civil entre as equipes que durou de meados
de setembro até momentos antes do discurso de concessão na noite de terça-feira. Naquela altura, Palin mantinha pouco contato com McCain, disseram assessores.

"Eu acho que o relacionamento era bem difícil", disse um dos
principais assessores de McCain, que como a maioria dos entrevistados
pediu para ser mantido no anonimato. "McCain falava com ela apenas
ocasionalmente".

AFP

Assessores apontam conflitos na relação
entre Palin e McCain

Mas os consultores de McCain também o descrevem como admirador das capacidades políticas de Palin. Ele sabia das disputas internas, eles
dizem, mas não se sabe quão inclinado estava para interrompê-las, ou
mesmo se seria capaz. As tensões e sua crescente divulgação pública
ofereceram uma crescente conclusão do destino da candidatura
McCain-Palin, dando sinais de uma campanha que foi descrita até mesmo pelos republicanos como incoerente, negativa e descoordenada.

De sua parte, Palin disse aos repórteres no Arizona na quarta-feira
que "não existe nenhuma diva em mim".

As tensões foram descritas em entrevistas com assessores das duas
equipes que falaram sob condição de anonimato por medo de parecerem desleais aos esforços de McCain num momento difícil.

Apontar os erros alheios no final de uma campanha derrotada é
tradicional e amplamente previsível, como McCain mesmo reconheceu em uma entrevista em julho.

"Em todos os livros que eu li sobre o assunto, os vencedores falavam
sobre uma campanha perfeita e bem coordenada por gênios com uma
mensagem incrível, etc", disse McCain à época. "Quem perde sempre
segue a rotina 'Oh, muito ruim, muitas disputas internas, pessoas
ruins, etc'. Então se eu ganhar, acredito que os historiadores irão
dizer, 'Muito bem, ele sintonizou completamente sua campanha e teve as pessoas certas no lugar certo e conforme a campanha crescia ele lhes dava mais responsabilidade'. Mas, se eu perder, as pessoas irão dizer 'Aquela campanha foi uma bagunça".

Por ELISABETH BUMILLER

Leia mais sobre eleições nos EUA

    Leia tudo sobre: eleições nos eua

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG