Competição oferece prêmio de US$ 10 mi para lâmpada mais econômica

A onipresente porém altamente ineficiente lâmpada incandescente de 60 watts precisa ser substituída. Esta mudança pode valer milhões em um prêmio oferecido pelo governo americano (e ainda mais em contratos governamentais) para a primeira companhia que descobrir como fazer esta substituição.

The New York Times |

A Philips, a gigante de eletrônicos holandesa, anunciou na quinta-feira ter apresentado a primeira concorrente ao prêmio L, uma competição do Departamento de Energia que premiará até US$ 10 milhões à primeira pessoa ou grupo que criar uma versão mais eficiente da mais popular lâmpada incandescente usada na América.

Como primeira concorrente, a Philips ganhará o prêmio se sua lâmpada for bem-sucedida. Os testes da lâmpada da Philips levarão cerca de um ano.

O prêmio L recebeu grande atenção na indústria de iluminação porque as lâmpadas de 60 watts representam cerca de 50% de toda a iluminação nos Estados Unidos, com 425 milhões de unidades vendidas por ano.

O Departamento de Energia diz que se todas estas lâmpadas fossem equivalentes àquelas que utilizam condutores LED, a energia economizada seria suficiente para iluminar 17,4 milhões de casas americanas e cortar as emissões de carbono em 5,6 milhões de toneladas anuais.

Durante décadas, lâmpadas incandescentes mantiveram grande semelhança com a criação original de Thomas Edison, mas novos padrões de energia a entrar em vigor em 2012 - que proíbem o uso das lâmpadas incandescentes existentes - provocam um período de inovação fértil na indústria da iluminação.

Um das primeiras tentativas de maior eficiência foi as agora difamadas lâmpadas fluorecentes, mas também houve esforços para modificar a tecnologia incandescente para que respeite os novos padrões.

Lâmpadas com condutores LED estão disponíveis nas lojas, mas estes modelos têm produção limitada e preços altos. Uma reprodução fiel da lâmpada incandescente usando uma fonte barata e eficiente sempre foi a meta final desta indústria.

A Philips entregou 2 mil protótipos de sua nova lâmpada ao Departamento de Energia para testes. A companhia diz que as lâmpadas respeitam todos os critérios da competição que especifica uma lâmpada capaz de gerar a mesma quantia e cor de luz que uma incandescente de 60 watts, mas usar apenas 10 watts de potência.

A lâmpada também tem que durar para mais de 25 mil horas - aproximadamente 25 vezes mais tempo que uma lâmpada incandescente comum.

Além disso, reconhecendo as preocupações econômicas, pelo menos 75% das lâmpadas têm que ser fabricados nos Estados Unidos.

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