libertação de Laura Ling e Euna Lee da Coreia do Norte, começa o trabalho duro. Há novos sinais de que a Coreia do Norte pode ter transferido armas nucleares tecnológicas para Mianmar, cuja ditadura também é conhecida como Burma, e que mais cedo forneceu um reator para a Síria." / libertação de Laura Ling e Euna Lee da Coreia do Norte, começa o trabalho duro. Há novos sinais de que a Coreia do Norte pode ter transferido armas nucleares tecnológicas para Mianmar, cuja ditadura também é conhecida como Burma, e que mais cedo forneceu um reator para a Síria." /

Comentário: repensando a Coreia do Norte

Por NICHOLAS D. KRISTOFAgora que o ex-presidente Bill Clinton conseguiu a http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/08/05/jornalistas+libertadas+na+coreia+do+norte+chegam+aos+eua+7691967.html target=_toplibertação de Laura Ling e Euna Lee da Coreia do Norte, começa o trabalho duro. Há novos sinais de que a Coreia do Norte pode ter transferido armas nucleares tecnológicas para Mianmar, cuja ditadura também é conhecida como Burma, e que mais cedo forneceu um reator para a Síria.

The New York Times |

Por muitos anos, com base em cinco visitas ao país e às suas áreas fronteiriças, eu dei argumentos para que houvesse uma abordagem de compromisso com Pyongyang, mas agora concluí com relutância de que precisamos de mais projetos

Os desertores birmaneses forneceram informações detalhadas do reator da Coreia do Norte, talvez um idêntico àquele fornecido à Síria, construído dentro de uma montanha no interior de Mianmar.

As notícias, que saíram primeiro no Sydney Morning Herald neste mês, são de Desmon Ball, um estudioso respeitado sobre a Ásia, e Phil Thornton, jornalista com especialidade em Mianmar, e também houve outras partes fragmentadas de inteligência para ajudá-los.

Se as informações forem verdadeiras, o reator pode ser capaz de ser operacional e produzir uma bomba por dia, todo ano, após 2014, escreveu Ball e Thornton.

As suspeitas podem ser falsas, e o Iraque é um lembrete de que informações de desertores sobre armas de destruição em massa podem ser erradas. Mas, em parte por causa do reator da Coreia do Norte na Síria (destruído por um bombardeio israelense em 2007), deixou agências de inteligência surpresas.

Todo mundo está levando as últimas informações a sério. A secretária de Estado, Hillary Clinton, expressou preocupação sobre a transferência de tecnologia nuclear da Coreia do Norte para Mianmar, sem dar mais detalhes.

Tudo isso é assustadoramente prenunciado pelos próprios norte-coreanos. Michael Green, que dirigia os negócios asiáticos durante o governo Bush, disse que em março de 2003 um oficial norte-coreano ¿ com as mãos tremendo ¿ leu para ele e outros oficiais americanos um aviso: "nós temos uma arma nuclear. Se vocês não pararem com sua política hostil, nós demonstraremos, expandiremos e a transferiremos".

Eles fizem tudo isso, diziam as anotações de Green.

Às vezes, no passado, parecia haver esperança para a diplomacia com enfoque em fazer a Coreia do Norte desistir de seu programa nuclear e se unir ao concerto de nações. Nesses dias isso parece totalmente perdido.

"O compromisso diplomático formal centralizado em repelir o programa nuclear deles está em curso, ao menos por enquanto", disse Mitchell Reiss, especialista da Coreia do Norte e ex-oficial sênior do Departamento de Estado que agora está no College of William and Mary. "Os fatos mudaram. Você tem que mudar sua estratégia".

No passado, Reiss focalizou o compromisso. Agora ele advoga "punições complicadas" ¿ sanções duras apoiadas por forças militares caso seja necessário.

A verdade é que a Coreia do Norte não quer negócios que não envolvam manter seus materiais nucleares. O país está focalizando sua própria transição, e neste ano se recusou a receber o enviado especial de Obama, Stephen Boswoth.

O Norte não está interessado em assuntos nucleares nas conversas de seis lados. Ao invés disso, procura conversar com os EUA condicionando- o a aceitar o status da Coreia do Norte como um poder nuclear ¿ que é inaceitável.

Nos últimos meses, a Coreia do Norte desmantelou alguns projetos de reformas e cooperação econômica com a Coreia do Sul. Enquanto isso, o país continua falsificando notas de US$ 100 ¿ a maior quantidade de bens de consumo que a Coreia do Norte fabrica ¿ e sua embaixada no Paquistão e outros países pagam suas passagens por estradas com o contrabando de drogas, bebidas alcoólicas e moeda.

A Coreia libertou suas reféns americanas, mas manteve detidas as sul-coreanas. E é o Estado mais totalitário da história: nas casas norte-coreanas, eu vi a voz na parede que acorda as pessoas com propagandas a cada manhã. Ainda mais bizarro é que os terceiros filhos comumente são tirados dos pais e criados pelo Estado, porque são considerados auspiciosos.

Não há boas opções aqui, e uma revolução rural do país é quase impossível. Os norte-coreanos, mesmo aqueles na China que desprezam o regime, não resistem em concordar com as propagandas mais ordinárias do país. De fato, a taxa de aprovação de Kim Jong-il em seu país deve ser mais alta do que a do presidente Barack Obama nos EUA.

Nossa melhor aposta será continuar a apoiar as negociações, incluindo um canal de apoio que focalize conteúdo ao invés de protocolo, como também mudanças econômicas e culturais ¿ mas sustentado por outros projetos.

A administração de Obama está trabalhando com os aliados para impor sanções econômicas e financeiras novamente, o que há poucos anos foi bem-sucedido em pressionar o regime norte-coreano. A China está sendo surpreendentemente cooperativa, até mesmo interceptando silenciosamente vários carregamentos de suprimentos necessários para programas de armas de destruição em massa.

Já que sabemos que os navios da Coreia do Norte estão transferindo materiais nucleares ou tecnológicos para um país como Mianmar ou o Irã, nós deveríamos ir a fundo e entrar nesse barco. Esse é um grande passo, mas o pesadelo seria se o Irã simplesmente decidisse economizar tempo e comprar uma ou duas armas nucleares da Coreia do Norte. Não podemos permitir que isso aconteça.

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