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Comentário: Continuidade, nós podemos acreditar nisso

Por WILLIAM KRISTOL Barack Obama foi notícia no domingo durante o programa ¿This Week¿ da rede ABC: O cachorro da Casa Branca provavelmente será um http://www.petsecia.com/caes/labradoodle.htm target=_toplabradoodle ou um http://bicharada.net/animais/animais.php?aid=27 target=_blankcão de água português.

The New York Times |

Eu devo dizer que estou um pouco desapontado. Essas são raças (ou no caso do Labradoodle, um cruzamento de raças) gentis, amigáveis e obedientes. Mas que oportunidade desperdiçada! Obama poderia ter feito uma escolha mais arrojada, mais tensa, como um mini-pastor australiano. Eu conheço um muito bem. Ele é esperto, um pouco neurótico, fiel ao seu dono (às vezes ele confunde se ele ou o dono é o verdadeiro dono), e sempre acompanha as pessoas ou os rebanhos. Um mini-pastor se encaixaria muito bem em uma Casa Branca frequentada por Emanuel, Larry Summers, Joe Biden entre outros. Ao invés disso, Obama optou por um cão sem drama.

E parece que ele está caminhando para uma mudança não dramática na política da Casa Branca também. Considerando a reação de Obama quando George Stephanopoulos exibiu um vídeo de Dick Cheney aconselhando Obama a não colocar em prática sua retórica de campanha até que esteja completamente a par das políticas antiterrorismo da administração Bush.

Eu acho que foi um conselho muito bom, o que quer dizer que eu tenho que saber o que está acontecendo antes de fazer julgamentos e que não devemos nos basear em informações incompletas ou em retórica de campanha. Então, não me esquivo desse conselho, disse Obama. Normalmente, os presidentes fingem que suas posições durante a campanha são mais que retóricas de campanha. Mas não Obama.


Obama na Casa Branca: mais do mesmo?

Obama salientou que diverge de Cheney em algumas coisas que sabemos que aconteceu, incluindo a técnica de mergulho (usada nos interrogatórios). E ele reiterou seu desejo de fechar Guantánamo. Mas avisou que essa tarefa será mais difícil do que acredito que muita gente pensou, explicando que enquanto ele está comprometido com o cumprimento da lei, ele não está interessado em libertar pessoas que estejam interessadas em nos explodir.

Em um ponto específico ele se virou, espontaneamente, ao maligno vice-presidente e comentou, Eu achei apropriado o conselho do Dick Cheney.

Controvérsia

Talvez o presidente eleito estivesse apenas sendo educado. Ou talvez ele apenas goste de torturar (isso é uma metáfora!) alguns de seus antigos apoiadores que desejam ver Cheney processado por crimes de guerra.

De fato, Stephanopoulos perguntou sobre isso. Ele citou uma pergunta feita pelo público no site de Obama questionando se ele irá designar um promotor público para investigar os maiores crimes da administração Bush, incluindo a tortura e o grampo telefônico sem autorização.

Obama determinou que ninguém está acima da lei. Mas ele citou os funcionários da CIA, e disse que não quer vê-los olhando por cima de seus ombros e criando leis. Ele se apoiou no consenso de que no que se refere à segurança nacional, devemos nos focar em fazer as coisas certas para o futuro, e não nos ater ao que deu errado no passado.

A respeito do Oriente Médio, Obama nem ao menos disse que fizemos muito errado no passado. Perguntado por Stephanopoulos se sua política seguirá a de Bush ou romperá com a atual administração, Obama respondeu: Se você olhar não só para a administração Bush, mas também para o que aconteceu sob a administração Clinton, você verá um esboço de aproximação. Ou seja: sem mudanças.

Enquanto isso, um dos porta-vozes da equipe de transição de Obama, Brooke Anderson, negou uma reportagem que dizia que os assessores de Obama estavam encorajando o presidente eleito a iniciar conversas com o Hamas como um prelúdio de mudança na política. Anderson disse que o The Jerusalem Post afirmou que a história não era verdadeira e frisou que Obama disse repetidamente que acredita que o Hamas seja uma organização terrorista dedicada a destruir Israel, e que não devemos entrar em acordos com eles até que reconheçam Israel, renunciem à violência e obedeçam a acordos passados. 

Sobre o Irã, Obama disse que poderá por em prática uma nova aproximação cujo comprometimento é o início da demonstração do desejo de conversar Mas ele também lembrou Stephanopoulos que o regime iraniano está exportando o terrorismo através do Hamas e do Hezbollah e está em busca de armas nucleares com o potencial de dar início a uma disputa nuclear no Oriente Médio.

Ou seja: depois de a conversa com o Irã (se isso acontecer) falhar ao tentar conter seu programa nuclear - mas (talvez) impressionar os outros países com a nossa boa vontade - nós iremos conseguir apoio internacional para as sanções. O plano também vai (infelizmente) falhar ao tentar deter o Irã. Comprometimento é o início, disse Obama, mas não parece ser o fim. Ele vai acabar onde Bush está ¿ com a opção de usar a força ou concordar com a ideia de um Irã com armas nucleares.

E ele provavelmente irá pedir conselhos a Dick Cheney.

Por WILLIAM KRISTOL

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