mso-ansi-language: EN-USTimes New Roman Em fevereiro de 2006, três paquistaneses morreram em Peshawar e Lahore durante violentos protestos contra as charges dinamarquesas que satirizavam o profeta Maomé. Mais protestos aconteceram nas semanas seguintes. Quando paquistaneses e outros muçulmanos estão dispostos a tomar as ruas, e mesmo morrer, para protestar contra charges publicadas na Dinamarca, é justo perguntar: quem do mundo muçulmano, quem no Paquistão, está disposto a tomar as ruas para protestar pelo assassinato de pessoas reais, não personagens de charges, bem ali ao lado, em Mumbai? " / mso-ansi-language: EN-USTimes New Roman Em fevereiro de 2006, três paquistaneses morreram em Peshawar e Lahore durante violentos protestos contra as charges dinamarquesas que satirizavam o profeta Maomé. Mais protestos aconteceram nas semanas seguintes. Quando paquistaneses e outros muçulmanos estão dispostos a tomar as ruas, e mesmo morrer, para protestar contra charges publicadas na Dinamarca, é justo perguntar: quem do mundo muçulmano, quem no Paquistão, está disposto a tomar as ruas para protestar pelo assassinato de pessoas reais, não personagens de charges, bem ali ao lado, em Mumbai? " /

Comentário: Chamando todos os paquistaneses

Por THOMAS L. FRIEDMAN MARGIN: 0cm 0cm 0ptmso-ansi-language: EN-USTimes New Roman Em fevereiro de 2006, três paquistaneses morreram em Peshawar e Lahore durante violentos protestos contra as charges dinamarquesas que satirizavam o profeta Maomé. Mais protestos aconteceram nas semanas seguintes. Quando paquistaneses e outros muçulmanos estão dispostos a tomar as ruas, e mesmo morrer, para protestar contra charges publicadas na Dinamarca, é justo perguntar: quem do mundo muçulmano, quem no Paquistão, está disposto a tomar as ruas para protestar pelo assassinato de pessoas reais, não personagens de charges, bem ali ao lado, em Mumbai?

The New York Times |

Acordo Ortográfico

Se 10 jovens indianos de uma ala dissidente do Partido hindu nacionalista Bharatiya Janata viajassem de barco até o Paquistão, atirassem em dois hotéis e na estação central de Karachi, matasse pelo menos 173 pessoas e depois, como um ato extra, assassinasse o líder religioso e sua mulher em uma mesquita financiada pelos sauditas enquanto eles deitavam no berço seu filho de dois anos de idade ¿ simplesmente porque eram muçulmanos sunitas ¿ onde estaríamos hoje? O mundo muçulmano inteiro estaria nas ruas.

Então, o que podemos esperar do Paquistão e do mundo muçulmano depois dos atentados em Mumbai? A Índia diz que os interrogatórios do terrorista sobrevivente indicam que todos os 10 homens vieram pelo porto do Paquistão em Karachi, e pelo menos um, se não os 10, eram paquistaneses.

Em primeiro lugar, me parece que o governo paquistanês, que é extremamente fraco, está levando a sério o assassinato em massa, e, por enquanto, nenhuma conexão entre os terroristas e elementos do serviço de segurança paquistanês foram descobertos.

Ao mesmo tempo, nenhum meio de comunicação expõe vozes paquistanesas expressando angústia real e horror em relação aos acidentes. Como exemplo, temos um artigo da agência de notícias Inter Press Service do dia 29 de novembro, em Karachi: Eu temo que (os ataques em Mumbai) poderão afetar as relações entre Índia e Paquistão, disse o poeta feminista e escritor baseado no Paquistão, Attiya Dawood. Eu não posso dizer se o Paquistão está envolvido ou não, mas as pessoas que estão envolvidas não são paquistaneses comuns, como eu e minhas filhas. Nós estamos com nossos irmãos e irmãs indianos na tristeza e no sofrimento.    


Soldado indiano observa destruição após ataque em estação de trem / Reuters

Mas enquanto é importante uma resposta sóbria por parte do governo do Paquistão, e expressões sinceras dos paquistaneses, eu ainda espero por mais. Eu ainda espero ¿ apenas uma vez - por uma demonstração em massa feita por pessoas comuns contra os atentados em Mumbai, não por mim, não pela Índia, mas pelos paquistaneses.

Por quê? Porque a melhor maneira de se defender desse tipo de violência é limitar o valor dos recrutamentos, e a única maneira de fazer isso é o isolamento dentro do próprio país, condenando e denunciando publica e repetidamente esse tipo de assassinato ¿ e não amplificar, ignorar, glorificar, justificar ou explicar essas atividades.

Claro, melhorias na agência de Inteligência são importantes. E, sim, melhorias na SWAT são cruciais para derrotar os criminosos antes que causem danos maiores. Mas no fim das contas, terroristas agem porque julgam que a maioria deseja, mas não tem coragem de fazer ou dizer. É por isso que o mais importante dissuasor é quando a comunidade diz: Basta. Vocês assassinaram homens indefesos, mulheres e crianças e estamos envergonhados de vocês.      

Por que os paquistaneses deveriam fazer isso? Porque você não pode ter uma sociedade saudável que tolera que seus filhos vão a qualquer lugar e matem pessoas ¿ incluindo outros 40 muçulmanos ¿ em uma operação suicida, sem se incomodarem em deixar um bilhete. Porque o ato era o bilhete, e destruir tudo era o objetivo deles. Se você faz isso com os inimigos no exterior, você fará isso com os inimigos domésticos e destruir sua própria sociedade nesse processo.

Eu geralmente faço essa comparação com os católicos durante o escândalo de pedofilia entre padres, uma amiga muçulmana me escreveu. Os católicos que deixaram a igreja ou falaram contra a igreja não estavam tentado provar a ninguém que eles não eram pedófilos. Nem estavam pedindo perdão ou tentando dizer que isso não é uma questão de católicos ou não-católicos. Eles falavam porque queriam influenciar a igreja. Eles queriam consertar um problema terrível dentro da própria comunidade religiosa.

Com a experiência das charges dinamarquesas, sabemos que os paquistaneses e outros muçulmanos sabem como se mobilizar e como expressar seus sentimentos, não apenas como indivíduos, mas como uma coletividade poderosa. Isso que precisamos aqui.

Porque, eu repito, esse tipo de assassinato violento só vai parar quando o próprio país ¿ todas as pessoas boas do Paquistão, incluindo a comunidade mais antiga e de líderes espirituais que desejam um futuro descente para seu país ¿ declarar, como uma coletividade, que aqueles que praticam esse tipo de assassinato são vergonhosamente incrédulos que não dançarão com virgens no céu, mas, sim, vão queimar no fogo do inferno. E eles devem fazer isso com a mesma veemência com que denunciaram as charges dinamarquesas.

Leia mais sobre atentado em Mumbai

    Leia tudo sobre: atentadoíndia

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG