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Comentário: Boicotes? A Olimpíada já tem os seus problemas

Há milhares de anos, os gregos faziam trégua enquanto os atletas competiam na antiga Olímpia. Atualmente temos uma versão moderna das tréguas, que chamamos de o fechamento de Pequim. http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/04/13/china_enfrenta_desafio_mundial_ao_sediar_olimpiada_de_2008_1270077.htmlhttp://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/04/13/china_enfrenta_desafio_mundial_ao_sediar_olimpiada_de_2008_1270077.html1China enfrenta desafio mundial ao sediar Olimpíada de 2008http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/04/13/china_enfrenta_desafio_mundial_ao_sediar_olimpiada_de_2008_1270077.html1

The New York Times |

Como um sinal de preocupação com os pulmões dos visitantes, as autoridades locais anunciaram que irão parar quase toda as construções próximas ao complexo Olímpico e o tráfego automotivo na cidade consumista e contemporânea de Pequim.

O gesto é, em grande parte, simbólico uma vez que a maior parte da poluição vem de cidades vizinhas carregada pelo vento arenoso que atravessa o Deserto Gabi desde tempos em que os humanos ainda não haviam inventado o nado sincronizado e todos estes esportes estranhos.

Mas a Olimpíada tem outros problemas. Artigos recentes no The New York Times têm retratado a suspeita de que muitos atletas de atletismo fazem uso de drogas ilegais para conseguir um empurrãozinho olímpico. Marion Jones foi presa, suas companheiras de corrida perderam a honra e o Comitê Internacional Olímpico hesita em permitir prêmios de consolação a quem quer que tenha testes de sangue suspeitos em algum laboratório.

Esse é um negócio sujo e a culpa é de Juan Antonio Saramanch. Não, a televisão e os patrocinadores são os culpados. Não, todos nós somos culpados por fingirmos que não vimos nada. Mas isso é motivo para os impulsos apocalípticos de fechar os tudo? Os iminentes Jogos Olímpicos são alvos de protestos contra as políticas aplicadas em Darfur, Tibete e campos de trabalho chineses.  

Me assusta ter que concordar com o presidente Bush por qualquer motivo, mas confesso que concordo com ele que um boicote à cerimônia de abertura no dia 8 de agosto seria algo improdutivo, um tapa na cara, por quê? Ao invés disso, o presidente e outros líderes deveriam aprender tardiamente a conduzir a diplomacia e atrair a atenção para os problemas de Beijing em relação aos direitos humanos e não usar uma festividade esportiva para fazer o seu trabalho.

Toda vez que ouço falar de boicote à cerimônia ou ao cancelamento dos Jogos Olímpicos me posiciono a favor do evento, por mais pretensioso, cheio de si e desonesto que seja.

Numa matéria publicada no The New York Times de domingo, Buzz Bissinger, defendeu o fim dos jogos citando problemas e abusos em todas suas edições.

Segundo ele, os jogos de 1996 foram manchados por causa de uma bomba que explodiu no Centennial Park e matou um inocente. Há inúmeras críticas possíveis Aos jogos que podem ter sido conquistados através de 'presentes' a delegados do COI e suas mulheres. No entanto, usar uma bomba plantada por um sociopata americano em 1996 ou terroristas palestinos em Munique, em 1972, me parece um retrocesso.

Na verdade, aqueles jogos em Atlanta deram duas grandes bençãos ao mundo. A primeira foi o apoio de Samaranch a mulheres atletas, como no time de futebol e softball. A outra aconteceu na cerimônia de abertura quando Muhammad Ali, antes difamado em seu próprio País, surgiu na plataforma para acender a tocha Olímpica.

Eu não trocaria o sucesso das mulheres ou a honra de Ali por nenhuma ação reflexiva em acabar com a Olimpíada. Um dos bons argumentos de Bissinger é o abuso do poder de patrocinadores. No entanto, em outro caso notável, um patrocinador olímpico deu uma lição aos jogos. Quando o escândalo de subornos chegou à tona pouco antes dos jogos de inverno de 2002, em Salt Lake City, a voz mais profética do mundo corporativo era David D'Alessandro, chefe executivo do John Hancock Financial Services. Ele basicamente alertou a COI para limpar a sujeira feita pelos bons moradores de Utah e alguns membros avaros cujo voto pode ser comprado - ou ele deixaria de patrocinar os jogos mais rápido do que você consegue dizer "Nas suas marcas, vão".

D'Alessandro não estava sendo moralista, ele diz. Estava apenas protegendo sua companhia. Ele deixou a companhia, mas algum dia a Olimpíada irá se deparar com outro líder visionário do mundo corporativo.

A Olimpíada sempre enfrenta problemas. A presença negligente das corporações deveria ser banida da passagem da tocha, se quiser sobreviver. Eu suspeito que os chineses irão tentar proibir os protestos em Beijing em agosto, mas Darfur e Tibete serão uma presença constante por lá. A resposta, meus amigos - como o trovador do Pulitzer poderia dizer - está flutuando pelo quente vento do Gobi. Correr e se esconder também não faz sentido.

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