Mais de 6 em cada 10 moradores são considerados acima do peso; Estado de Kentucky ocupa sétimo lugar no ranking de obesidade do país

A Broadway de Louisville, em Kentucky, tem seus próprios sinais de neon – duas dezenas de restaurantes fast-food tão diversos como o McDonald's e o Indi’s – ao longo de um corredor de cerca de 3,4 km cercado por bairros de baixa renda nas linhas de frente de uma batalha milionária contra a obesidade.

A rua simboliza um dos muitos obstáculos enfrentados pelos oficiais locais que trabalham para colocar uma população severamente obesa em dieta. Afinal, Kentucky é o lugar onde o coronel Harland Sanders fez seu primeiro famoso frango frito e onde um hotel inventou o Hot Brown, um sanduíche de peru e bacon afogado em molho mornay.

Keishanna Hughes (E), da Fundação Robert Wood Johnson, lidera grupo contra obesidade no Centro Comunitário Presbiteriano, em Louisville
The New York Times
Keishanna Hughes (E), da Fundação Robert Wood Johnson, lidera grupo contra obesidade no Centro Comunitário Presbiteriano, em Louisville
Mais de 6 em cada 10 pessoas na área metropolitana de Louisville ainda são consideradas acima do peso. O Estado ocupa o sétimo lugar do país no ranking de obesidade.

Os índices continuaram a aumentar até 2008, enquanto a percentagem da população que declarava fazer qualquer atividade física fora do trabalho caiu, apesar das campanhas públicas que defendem as caminhadas a pé e o uso da bicicleta.

Os esforços da cidade para combater a obesidade, como e onde está gastando dinheiro para combatê-la são instrutivos em um momento em que os dólares federais estão se tornando mais escassos e os orçamentos mais enxutos.

Ajuda financeira

As cidades estão cada vez mais disputando o financiamento governamental e de grupos sem fins lucrativos enquanto preocupações com a epidemia da obesidade tem sido ressaltadas por Michelle Obama e outros. "As mudanças em nosso ambiente físico e social que contribuíram para a epidemia foram graduais e tiveram décadas para ganhar impulso", disse Risa Lavizzo-Mourey, presidente-executiva da Fundação Robert Wood Johnson. "Temos de saber que isso não terá uma solução rápida”.

A fundação começou sua luta contra a obesidade aqui em 2003 com uma bolsa que, entre outras coisas, ajudou a criar a primeira ciclovia da cidade e assegurou a reforma de um conjunto habitacional de baixa renda para incluir pequenos parques, melhorar o tráfego e ampliar calçadas.

Baseada nos progressos rápidos feitos aqui e em outros locais, a fundação anunciou em 2007 que iria investir US$ 500 milhões para tentar reduzir as taxas de obesidade infantil. Louisville recebeu cerca de US$ 400 mil, perfazendo um investimento total da fundação aqui em cerca de US$ 740 mil.

"Para as empresas, uma força de trabalho saudável é mais produtiva e menos onerosa, por isso a questão se tornou uma questão de competitividade", disse Abramson. "Toda a cidade estava oferecendo incentivos fiscais, cada cidade estava oferecendo negócios imobiliários, mas nem todas as cidades tinham o problema de peso que nós temos”.

*Por Stephanie Strom

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