Com reabertura da embaixada, EUA buscam negócios na Líbia

Apostas econômicas envolvem o conflito no país, não apenas pelo petróleo, mas também pelo potencial consumo de bens e serviços

iG São Paulo |

Os Estados Unidos formalmente reabriram a sua embaixada na Líbia na quinta-feira. O embaixador americano afirmou que seu governo está cautelosamente otimista sobre o futuro da Líbia e já está tentando ajudar empresas americanas a explorar oportunidades de negócios no país.

NYT
Gene Cretz, embaixador americano na Líbia, preside cerimônia da reabertura da Embaixada dos Estados Unidos em Trípoli

Falando a repórteres após a cerimônia que ergueu a bandeira americana em um mastro improvisado na sua antiga residência, o embaixador Gene A. Cretz disse que há cerca de duas semanas – uma semana depois que as forças leais ao líder deposto Muamar Kadafi foram expulsas de Trípoli – ele havia participado de uma chamada em conferência no Departamento de Estado com cerca de 150 companhias americanas que têm interesse em fazer negócios com a Líbia.

Suas declarações foram um reconhecimento raro das apostas econômicas envolvidas no conflito líbio para os EUA e outros países ocidentais, não apenas por causa do petróleo da Líbia, mas também por causa de bens e serviços que o país poderá consumir.

Ainda na quinta, os novos líderes de Trípoli continuavam a perseguir seus objetivos de subjugar o velho governo e construir um novo.

Oficiais da Tunísia afirmaram na quinta-feira que, na noite anterior, suas forças de segurança prenderam o último dos principais líderes de Kadafi, Al-Baghdadi Ali al-Mahmoudi , ao atravessar a fronteira ilegalmente enquanto fugia da Líbia. Um tribunal tunisiano imediatamente o condenou a seis meses de prisão pela entrada ilegal no país, disse o governo.

O governo provisório da Líbia disse que seus combatentes continuam a enfrentar forças do antigo governo na região sul, reduto onde nasceu Kadafi.

Combatentes anti-Kadafi também permanecem em conflito com as forças de Kadafi em seus outros dois baluartes remanescentes, Sirte , na costa do Mediterrâneo e Bani Walid, no deserto ao sul de Trípoli.

Em uma entrevista coletiva na semana passada, Abdul-Jalil Mustafa, presidente do Conselho Nacional de Transição da Líbia – a liderança civil dos ex-rebeldes – disse que o novo governo daria a seus apoiadores ocidentais alguma "prioridade" no acesso a negócios na Líbia.

Não houve promessas específicas a seus apoiadores ocidentais, mas ele disse: "Como um povo fiel muçulmano vamos reconhecer esses esforços e eles terão prioridade, mas em um quadro de transparência."

Entretanto, ele também reconheceu que esse "quadro de transparência" pode ser uma qualificação significativa, pelo menos em relação aos contratos com muitas empresas ocidentais assinados sob o governo Kadafi.

Enquanto o governo provisório respeitou "todos os contratos legítimos" do período de Kadafi, ele também fará uma revisão sistemática "em busca de qualquer corrupção financeira que os possa ter contaminado".

Por David D. Kirkpatrick

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