Com planos de retirada, preocupação sobre preparo de forças iraquianas aumenta

BAGDÁ - As forças de segurança iraquianas, apesar de apresentarem significativas melhorias, continuam prejudicadas pela falta de homens e equipamentos, pela burocracia, corrupção, interferência política e falhas de segurança que resultaram na morte de dezenas de iraquianos e americanos este ano, de acordo com oficiais de ambos os países.

The New York Times |

As forças de segurança não estão à beira da ruína. Oficiais americanos, que trabalham em conjunto com elas enfatizam o progresso que foi feito em relação aos dias em que as forças mal funcionavam. Tampouco as unidades duvidosas realizam matanças sectárias, como faziam há alguns anos. Mas em uma recente onda de ataques de insurgentes, ficou clara sua deficiência, afirmaram os oficiais.

Em um exemplo, um projeto americano para treinar o exército iraquiano para manter sua frota de Humvees blindados atrasou. Os soldados pararam de frequentar o curso de 90 dias depois que não foram pagos, de acordo com um relatório do Inspetor Especial da Reconstrução Geral do Iraque.

Os ataques intensificaram as preocupações (e a raiva política local) de que o exército iraquiano e a força policial não estejam prontos para oferecer segurança, conforme a retirada proposta pelo presidente Barack Obama gradualmente comece a remover as tropas americanas do país.

"Há buracos, ninguém pode negar", disse Ali Al-Adeeb, líder sênior da partido Dawa, o mesmo do primeiro-ministro Nouri Kamal Al-Maliki. Ele culpou a interferência política nas forças, a falta de fiscalização do governo e a infiltração de extremistas.

As forças de segurança do Iraque cresceram para 618 mil soldados, um aumento de 27% desde 2007, e sua presença cada vez maior coincidiu com a significativa queda na violência desde então.

Ainda assim, eles permanecem altamente dependentes do apoio americano para funções militares básicas, de acordo com oficiais e dois novos relatórios do Pentágono e do inspetor geral.

A falta de tropas e os ataques recentes (que fizeram de abril o mês mais mortal do ano para forças americanas e iraquianas) não alteraram o plano de Obama em retirar as tropas de combate das cidades do Iraque até o final de junho e o país até agosto de 2010.

O plano de Obama, no entanto, ressalta a urgência em melhorar as forças locais. "Nós não estaremos aqui", disse o coronel Byron A. Freeman, comandante da 8º Brigada Militar Policial.

"Nós iremos embora", ele continuou. "O que queremos fazer é deixar um sistema que funcione para ajudá-lo no que precisarão fazer.

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