Com novo formato, Oscar celebra indústria cinematográfica

LOS ANGELES - Penélope Cruz, que interpreta a ardente ex-mulher de um amoroso artista em Vicky Cristina Barcelona, ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante no começo da cerimônia da 81º Premiação da Academia que reverenciou o esperado.

The New York Times |

"Alguém já desmaiou aqui?", questionou Cruz, que falou sobre assistir ao evento de sua terra natal e disse que o ritual é um "momento de união para o mundo".

O prêmio de atriz coadjuvante, o primeiro da noite, foi apresentado por ninguém menos que cinco vencedoras da categoria, Whoopi Goldberg, Tilda Swinton, Eva Marie Saint, Goldie Hawn e Anjelica Huston. O uso do poder do estrelato buscava cumprir a promessa de que a transmissão ofereceria entretenimento maior do que aquele que mereceu indicações.

Os dois próximos prêmios também foram para os favoritos. No geral, o Oscar estava fadado a se tornar uma disputa entre as ambições da equipe de produção (liderada pelo produtor Laurence Mark e pelo cineasta Bill Condon) que queria criar uma noite cheia de surpresas e a aparente determinação dos 5,810 eleitores da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas em prestar homenagens esperadas.

Um discutido novo formato para o espetáculo teve início com uma apresentação simples e prosseguiu com inúmeras auto referências, com muitas piadas internas que arrancaram risadas da plateia reunida no Teatro Kodak.

Hugh Jackman, apresentador da noite, começou com um monólogo cômico curto que zombou de sua própria falha em ser indicado por sua performance em "Austrália". Então, ele deu início a uma apresentação de canto e dança que zombou de produções sérias indicadas ao Oscar de melhor filme, incluindo "Milk" e "Frost/Nixon", e outras menos sérias que não foram, como "Batman - O Cavaleiro das Trevas".

Uma aparição precoce dos vencedores na categoria de roteiros ajudou a dar a noite uma progressão própria: as categorias foram arranjadas em blocos que buscavam refletir o processo de construção de um filme, começando, no primeiro segmento, com uma página em branco.
Em outra inovação, os apresentadores não foram identificados antecipadamente, em parte na esperança de que uma audiência maior do que o normal sintonizasse para descobrir quem iria apresentar a festa.

A transmissão do ano passado, com a menor audiência doméstica na história da cerimônia, teve apenas 32 milhões de telespectadores nos Estados Unidos.

O palco, elaborado pelo arquiteto nova-iorquino David Rockwell, passou a maior parte do tempo sob iluminação azul e incluía uma cortina de cristais. O show também foi pontuado por referências a filmes que tiveram sucesso de bilheteria no ano passado mas não concorriam a prêmios, aos quais foram indicados filmes relativamente pouco vistos.

Na verdade, todo o espetáculo pareceu apenas ressaltar o desafio básico de uma cerimônia cujos produtores esperavam capitalizar do forte apelo comercial das produções filmes: os candidatos a melhor filme ("O Curioso Caso de Benjamin Button," "Frost/Nixon", "Milk", "The Reader" e "Quem Quer Ser um Milionário?" ) juntos somavam pouco menos da metade da audiência de "Batman - O Cavaleiro das Trevas", um favorito das plateias que agradou críticos mas não chegou a ser indicado.


Por MICHAEL CIEPLY e DAVID CARR

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