Com atualização, telescópio Hubble visualiza passado cósmico

Em uma série de estudos divulgados ao longo do outono e em uma coletiva de imprensa na semana passada, astrônomos anunciaram que o telescópio Hubble registrou imagens de galáxias mais antigas e distantes já vistas pelo homem. Hoje borrões de luz, elas eram vívidas apenas entre 600 milhões e 800 milhões de anos depois do Big Bang.

The New York Times |

Os borrões são nuvens de um-vigésimo do tamanho da Via Láctea e apenas 1% de sua massa, e parecem mostrar os efeitos prolongados da primeira geração de estrelas a se formar no universo, ficando cada vez mais azuis conforme se avança no tempo.

As novas galáxias, junto com outras descobertas recentes, como a violenta explosão supernova de uma estrela apenas 620 milhões de anos depois do Big Bang, leva os astrônomos a fundo em um período da história cósmica conhecido como a idade sombria.

Foi nessa época que as estrelas e galáxias começaram a acender vigorosamente em números cada vez maiores e em que uma névoa de hidrogênio que havia envolvido o espaço depois do Big Bang esfriou e misteriosamente se dissipou.

"Estas são as sementes das grandes galáxias de hoje", disse Garth Illingworth da Universidade da Califórnia, Santa Cruz, que discutiu as novas galáxias na semana passada em uma reunião da Sociedade Astronômica Americana em Washington. "Nós estamos levando o Hubble ao limite para visualizar estes objetos."

"Nós estamos alcançando o princípio, quando as galáxias se formaram pela primeira vez", disse Richard Ellis, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, um de muitos astrônomos que têm trabalhado com as observações.

A divulgação das observações de Illingworth no outono levaram a uma espécie de corrida do ouro na astronomia.

Nos últimos três meses, várias equipes, usando diferentes formas de análise de dados, produziram 15 estudos de caso e artigos sobre as novas galáxias.

Illingworth disse em uma entrevista que sua equipe identificou 21 galáxias de 600 milhões a 800 milhões de anos depois do Big Bang, e que outros grupos encontraram números semelhantes.

A mais distante, segundo ele, fica a aproximadamente 600 milhões de anos do Big Bang. O universo tem cerca de 13.7 bilhões de anos, concordam os cosmólogos.

Além disso, alguns grupos dizem ter identificado possíveis galáxias até 480 milhões de anos depois do Big Bang, mas discordam sobre a quantidade e quais são.

As galáxias são muito distantes e desfalecidas para serem estudadas mesmo pelo maior telescópio da Terra.

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