Com nova equipe na Casa Branca, disciplina mais serena prevalece

Com William Daley e David Plouffe, decisoes são tomadas antecipadamente e mantidas, diferentemente da época de Rahm Emanuel

Ther New York Times | 07/03/2011 08:02

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Quando Rahm Emanuel era chefe da equipe da Casa Branca, a decisão sobre o que o presidente americano, Barack Obama, diria em seu curto discurso veiculado por rádio e internet todos os sábados mudava tantas vezes que os escritores responsáveis costumavam esperar até sexta-feira para redigi-lo.

Foto: AP

William Daley (E) substitui Rahm Emanuel na Casa Branca, atual prefeito de Chicago (6/1/2011)

Mas desde que William M. Daley assumiu há dois meses e David Plouffe substituiu David Axelrod como chefe de comunicação, a decisão é tomada antecipadamente e mantida. A nova equipe que Obama reuniu para administrar a Casa Branca está apenas começando a deixar sua marca. Mas juntos Daley e Plouffe estão trazendo uma nova ordem e um estilo de gestão diferentes para épocas diferentes, segundo pessoas dentro da Ala Oeste e outras que lidam com eles.

A Casa Branca está mais disciplinada e menos orientada às personalidade dos profissionais - em geral mais focada no longo prazo, em objetivos estratégicos e menos consumida pelas trocas de farpas diárias com os republicanos - mesmo quando isso significa absorver golpes, por enquanto.

Ao contrário de Emanuel, o homem de uma ideia por minuto que circulava de andar em andar tentando controlar questões mundanas, bem como as grandes, Daley, um executivo experiente e ex-secretário de Comércio na administração Clinton, simplificou a operação e costuma permanecer em seu escritório, com as portas fechadas, enquanto delega responsabilidades aos seus subordinados.

As grandes questões, no entanto, demandam sua total atenção. Na quarta-feira, Obama instruiu Daley a ajudar a negociar um acordo sobre cortes de gastos com os republicanos no Capitólio. "Rahm precisava fazer tudo", Daley disse a um grupo de repórteres no mês passado. "E eu não tenho essa necessidade".

Além disso, Obama enfrenta uma nova dinâmica de poder: em vez de liderar um governo de maioria democrata, ele lidera uma equipe dividida na qual nem ele e nem a maioria republicana na Câmara podem realizar muito sem acordos mútuos. "Os tempos são outros", disse Daley no mês passado em uma mesa redonda com jornalistas, organizada pela Bloomberg News.

Ambiente de trabalho

No entanto, membros da equipe, que na maioria disseram não querer criticar Emanuel ou Axelrod, descrevem um ambiente de trabalho mais feliz com autoridades mais claras. Membros do governo muitas vezes negligenciados no passado dizem ter mais espaço agora. Com Daley assumindo a liderança, há mais espaço para os republicanos e grupos empresariais.

No entanto, os assessores também dizem que parte da energia e dinamismo partiu com Emanuel, e muito da paixão idealista da campanha de 2008 partiu com Axelrod e alguns outros veteranos de Obama, incluindo Robert Gibbs, que foi substituído por Jay Carney, ex-porta-voz do vice-presidente Joe Biden, e antes disso repórter da revista Time.

No entanto, a Casa Branca diz que o objetivo é ganhar o ano - ao conseguir um acordo sobre o orçamento ou crédito por tentar - e não o ciclo diário de notícias. "Uma das lições dos últimos dois anos é que se o presidente considerar tudo o tempo, haverá menos impacto", disse Dan Pfeiffer, que permanece como diretor de comunicação. "Mas se ele pesar as questões certas no momento certo, quando o público está prestando atenção, será mais influente".

*Por Jackie Calmes

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