Clube para mulheres tenta atrair sócias em Los Angeles

Mais antiga associação do tipo ainda em atividade nos EUA, Clube Ebell tenta se mostrar relevante para a mulher moderna

The New York Times |

De todos os clichês provavelmente falsos sobre Los Angeles – que nenhum morador lê ou mantém os lábios que lhes foram dados por Deus – é inegável que a cidade tem sido uma péssima guardiã de sua história.

Dezenas de edifícios históricos foram destruídos ou estranhamente recriados ao longo do século passado e grandes áreas desta jovem cidade foram reformadas sem que restasse um traço antigo para ser examinado.

Uma exceção interessante é o Clube Ebell, uma associação para mulheres que ainda opera em um de seus edifícios originais, erguido em 1927 no bairro Parque Hancock. O clube, um dos primeiros do tipo no país, agora está lutando com um problema do século 21: como persuadir mulheres modernas sobre seu valor nos dias atuais.

“Você pode encontrar alguma coisa neste clube que não encontra no Facebook, em bares de vinho, ou qualquer lugar que ofereça interação social: amizade verdadeira e interesse mútuo”, disse Shirlee Haizlip, atual presidente do clube. “É uma coisa maravilhosa estar constantemente rodeada por três gerações de mulheres”.

Clubes femininos foram estabelecidos na vida americana após a Guerra Civil. “Foi um tempo em que as mulheres de todo o país decidiram que seu lugar não era em casa, que era preciso sair”, disse Karen J. Blair, professora de história e especialista em clubes para mulheres pela Universidade Central Washington. “Então elas se reuniram para estudar literatura, história, filosofia e poesia”.

Mas enquanto o Ebell é um dos poucos edifícios antigos em Los Angeles que mantém seu propósito original, atrair as mulheres – que começaram a deixar os clubes deste tipo em todo o país nos anos 1970 – é uma batalha.

Haizlip disse que a adesão aumentou de 325, em 1993, para 480 recentemente, mas seu objetivo é voltar a ter pelo menos mil sócias, um número ainda muito tímido em relação aos dias de glória do clube.

Os esforços para atrair mulheres entre 30 anos e 40 anos incluem programas sobre educação infantil e oficinas para a mente e o corpo.

Esta é a dificuldade de todos os clubes para mulheres. A adesão à Federação Geral de Clubes das Mulheres representa 10% do que era em meados do século passado, quando a federação tinha 100 mil membros, disse sua porta-voz, Michele Monte.

“Os clubes para mulheres são vítimas de nosso próprio sucesso”, disse Monte. “As ex-presidentes desses clubes queriam ser CEOs. Agora que as mulheres chegaram a este patamar, elas não precisam ser membros de clubes”.

Por Jennifer Steinhauer

    Leia tudo sobre: mulheresclubeslos angeleseua

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG