Clinton se concentra no Irã durante visita pelo Oriente Médio e Europa

RAMALLAH - O Irã não está no itinerário de Hillary Rodham Clinton em sua primeira passagem pelo Oriente Médio e Europa como secretária de Estado. Mas está claro, e constante, que o país está em sua mente.

The New York Times |

Depois de três dias de encontros no Egito, Israel e Cisjordânia, Clinton disse estar surpresa com a profundidade do medo em relação ao Irã e a extensão com a qual os oficiais dizem estar envolvido nas questões.

"Há muita preocupação a respeito do Irã de toda a região", ela disse aos repórteres na quarta-feira. "Está claro que o Irã pretende interferir com os assuntos internos de todas estas pessoas e tentar continuar a patrocinar o terrorismo, seja através do Hezbollah ou Hamas ou outros grupos".

Clinton mencionou especificamente os palestinos, dizendo que o supremo líder do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, está tentando prejudicar a Autoridade Palestina ao estimular os muçulmanos a resistirem a Israel. No Irã na quarta-feira, Khamenei pediu ajuda a Gaza e elogiou o Hamas por sua eleição democrática e sua resistência a Israel.

Clinton fez estes comentários depois de uma reunião com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, em Ramallah. Abbas fez suas próprias reclamações a respeito do Irã, dizendo depois da reunião que o país tentava ampliar as divisões entre os palestinos.

Depois, quando Clinton seguiu para a Europa para encontros na Otan e com o ministro do exterior russo, ela novamente mencionou o Irã, dizendo que a ameaça de um ataque com foguetes do país podem servir de base para a cooperação entre Estados Unidos e Rússia a respeito da difícil questão de um sistema de defesa.

"É importante deixar claro que eu, como outros, acho que o Irã representa uma ameaça à Europa e Rússia", ela disse. "Como cooperaremos a respeito disso? Esta é uma zona de exploração muito rica".

Ela disse que espera colocar as negociações com a Rússia a respeito de um sistema de defesa contra mísseis "em andamento". A Rússia, segundo ela, começou a aceitar o argumento que um sistema de defesa não busca prejudicar seu país, mas protegê-lo e à Europa contra inúmeros vizinhos ameaçadores.

"O Irã é o que pensamos que seja", ela disse. "Mas também é uma parte das ameaças que prevemos". As palavras de Clinton pareciam destinadas a manter o Irã na defensiva enquanto a gestão Obama completa sua revisão política sobre o país.

Por MARK LANDLER

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