Clinton pede que democratas se unam para eleger Obama

DENVER - Sob o olhar carinhoso de seu marido e com seus partidários às lágrimas, a senadora Hillary Rodham Clinton adiou seus próprios sonhos na terça-feira e pediu de forma enfática durante a Convenção Nacional Democrata que seu partido se una em torno de seu antigo rival, o senador Barack Obama.

The New York Times |


Clinton, que chegou a ter certeza que conquistaria a indicação democrata este ano, também adotou medidas (deliberadas, segundo seus assessores) para deixar as portas abertas para uma possível disputa presidencial no futuro. Ela encorajou seus partidários e, num evento anterior para 3 mil mulheres, descreveu sua paixão por sua campanha.

Seus assistentes limitaram a interferência dos conselheiros de Obama em seu discurso, mas buscaram a ajuda de seu antigo estrategista, Mark Penn, uma figura detestada na campanha de Obama.


Hillary Clinton discursa no segundo dia de Convenção Democrata / Reuters

Mas a principal tarefa de Clinton na convenção, reafirmar seu apoio a Obama de forma clara e direta, dominou os 20 minutos de seu discurso e ela não revelou em nenhum momento a raiva ou ressentimento que ainda tem e que, segundo amigos, assombram seu marido.

Ao se declarar uma "orgulhosa defensora de Barack Obama", Clinton pediu que os democratas deixem de lado sua lealdade pessoal a ela e se unam em torno do candidato para não correrem o risco de continuar sob as políticas da gestão Bush que serão mantidas pelo candidato republicano, o senador John McCain.

"Se você votou em mim ou em Barack, agora é o momento de nos unirmos como um único partido, com uma única causa", disse Clinton. "Vocês não trabalharam tanto nos últimos 18 meses ou aguentaram os últimos oito anos para sofrer com mais falhas na liderança do país. Não mesmo, Não McCain", ela acrescentou.

Os defensores de Clinton aguardavam ansiosamente na noite de terça-feira (alguns foram vistos com broches da campanha da senadora nas primárias em que se lia: "Hillary '08"). Na verdade, muitos de seus principais colaboradores ainda se recusam a trabalhar para Obama e estão irritados com seu tratamento durante essa convenção.

Os conselheiros de Obama também estavam cheios de expectativas e muitos deles repetiam quão "graciosa" Clinton havia sido esta semana. Mas privadamente os assistentes confessam que Obama e sua equipe estão ansiosos para deixar para trás a participação de Clinton na convenção, que se tornou a fonte de especulações e melodrama para os democratas que ainda não foram completamente curados da divisão causada pelas primárias.

Por PATRICK HEALY

Leia também:

Leia mais sobre eleições nos EUA

    Leia tudo sobre: eleições nos eua

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG