Clinton enfrenta dívidas de campanha e poucas opções

Com sua campanha oficialmente finalizada a senadora Hillary Rodham Clinton enfrenta outro desafio: reduzir o que se acredita ser a maior dívida de uma campanha presidencial na história.

The New York Times |

Além dos US$11.4 milhões de seu próprio dinheiro que Clinton emprestou à campanha, ela tinha cerca de US$9.5 milhões em contas até o final de abril, de acordo com sua prestação de contas à Comissão Eleitoral Federal.

Não se sabe quanto de dívidas ela irá declarar no final, porque a campanha ainda soma os valores de maio, que devem ser entregues à comissão até o dia 20 de junho. Mas Mo Elleithee, porta-voz da campanha, disse: "Nós não esperamos que a dívida seja muito maior do que já era em nosso último relatório".

Outros candidatos, mais afluentes, colocaram mais de seu próprio dinheiro em suas campanhas presidenciais, como Mitt Romney, que gastou mais de US$44 milhões em uma corrida mal sucedida pela indicação republicana esse ano. Seu dinheiro foi tecnicamente qualificado por sua campanha como um empréstimo, mas ficou claro desde o início que ele estava financiando grande parte de sua corrida.

O que torna a situação de Clinton incomum é a combinação de contas a pagar e seu próprio empréstimo pessoal. A história mostra que outros candidatos mal sucedidos deviam menos da metade a seus fornecedores do que ela.

"Isso é não tem precedentes", disse Jan Baran, advogado financeiro da campanha juntamente a Wiley Rein.

O ex-prefeito de Nova York Rudolph W. Giuliani, por exemplo, também concluiu sua campanha pela indicação republicana devendo aos fornecedores, mas o total de sua dívida era US$3.6 milhões, incluindo US$500,000 que ele emprestou ao comitê.

Em um dos casos mais memoráveis de dívida, o senador John Glenn de Ohio terminou sua corrida pela indicação presidencial em 1984 com quase US$3 milhões em dívidas. Ele lutou por mais de 20 anos para pagar tudo até que a Comissão Eleitoral Federal emitiu um cancelamento.

As opções de Clinton para quitar suas dívidas são poucas. No lado positivo, ela gerou US$1 milhões pela internet e correio desde que as urnas foram fechadas em Montana e Dacota do Sul na última terça-feira finalizando as primárias, afirmou seu comitê de campanha. O contínuo fluxo de doações, mesmo depois que o senador Barack Obama conquistou a indicação, pode indicar que alguns dos partidários de Clinton podem ser devotos o suficiente para ajudá-la.

Por outro lado, a opção mais possível é que Obama encoraje sua equipe de financiamento a ajudá-la através da realização de eventos conjuntos.

As leis de financiamento de campanha proíbem Obama de simplesmente transferir dinheiro de seu fundo para o de Clinton. Mas a equipe financeira do senador poderia pedir que seus doadores dessem dinheiro à Clinton.

David Plouffe, gerente da campanha de Obama, irá se encontrar com líderes da equipe financeira de Clinton na quinta-feira em Nova York, de acordo com o website Talking Points Memo e confirmado por uma pessoa da campanha de Clinton.

No entanto, diversos representantes da campanha de Obama disseram privadamente que acreditam que ajudar Clinton com sua dívida seria algo difícil, uma vez que precisam erguer dinheiro para o candidato e fortalecer os cofres do Comitê Nacional Democrata, que tem muito menos dinheiro do que o Comitê Nacional Republicano.

Eles também alegam que alguns dos doadores de Obama enfrentariam dificuldades em sobrepujar a animosidade que construíram durante a longa e disputada primária.

Por MICHAEL LUO

Leia mais sobre as eleições nos EUA

    Leia tudo sobre: eleições nos euahillary clinton

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG