Citando custos, Estados americanos consideram interrupção da pena de morte

ANNAPOLIS - Quando o governador Martin OMalley apareceu diante do Senado de Maryland na semana passada, ele fez um argumento pouco convencional que está se tornando popular em Estados com pouco dinheiro: interromper a pena de morte para cortar os gastos.

The New York Times |

O'Malley, democrata e católico que citou oposição religiosa à pena de morte no passado, agora argumenta que a pena capital custa três vezes mais do que os casos de homicídio nos quais a pena de morte não é aplicada. "Não podemos pagar por isso", ele disse, "quando temos formas melhores e mais baratas de reduzir o crime".

Legisladores no Colorado, Kansas, Nebrasca e New Hampshire usaram o mesmo argumento nos últimos meses ao tentar aprovar leis que interrompam a pena de morte, e especialistas dizem que tais projetos tem uma boa chance de serem aprovados em Maryland, Montana e Novo México.

Os opositores da pena de morte dizem que ainda enfrentam desafios, mas estão satisfeitos em ter aliados que usam a economia como argumento.

Esforços para acabar com a pena de morte fazem parte de uma tendência mais ampla na qual os Estados tentam diminuir os gastos com crimes. A Virgínia e pelo menos outros quatro Estados, por exemplo, consideram libertar ofensores não violentos para reduzir os gastos.

Os custos da pena capital podem ser extraordinariamente altos. O Instituto Urbano de Maryland concluiu que, por causa das apelações, um caso pode custar até US$1.9 milhões.

Leia mais sobre pena de morte

    Leia tudo sobre: pena de morte

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG