Cigarros sem fumaça, sem alcatrão e, por enquanto, sem regulamentação

FALL RIVER ¿ Durante os 34 anos em que fumou, Carolyn Smeaton tentou de maneiras incontáveis reduzir seu hábito de fumar três maços por dia, incluindo um adesivo de nicotina, bala de nicotina e uma droga prescrita. Mas o auxílio para parar de fumar sempre fracassou.

The New York Times |

NYT

Edwin Schwab mostra um cigarro eletrônico 
em seu quiosque de shopping, em Providence

Então, ao assistir o infomercial da TV em sua casa, Smeaton tentou usar um cigarro eletrônico, que afirmam ser a maneira menos perigosa de alimentar seu vício. O dispositivo à bateria, que ela comprou pela internet, tinha uma dose de nicotina sem odor e alguns aromatizantes sem alcatrão ou aditivos, e produzia uma névoa quase idêntica à do cigarro de tabaco.

Eu sinto que isso poderia salvar minha vida, disse Smeaton, 47, que diminuiu a quantidade de tabaco por dia para um maço e meio, complementado por seu e-cigarettes (e-cigarros, em tradução livre).

Esses cigarros eletrônicos são irregulares e o fato de não ser testado não deteve milhares de fumantes de se aglomerarem em quiosques de shoppings ou na internet para comprá-los. E porque eles não soltam fumaça, podem ser usados em locais de trabalho, restaurantes e aeroportos. Um esperto distribuidor de denomina como Smoking Everywhere (Fumar em todo lugar, em tradução livre).

A reação das autoridades médicas e os grupos anti-fumo passaram de pedidos de testes para o ceticismo e, então, para a hostilidade absoluta. Oponentes dizem que as declarações sobre segurança são mais rumores do que qualquer coisa, já que os componentes do e-cigarettes nunca sofreram testes de segurança.

Na verdade, a Administração de Alimentos e Drogas (FDA, sigla em inglês) já recusou a entrada de doze carregamentos de e-cigarettes vindos para o país, a maioria proveniente da China, principal produtora e onde a manufatura começou há cerca de cinco anos. A FDA tomou uma ação similar em 1989, recusando os carregamentos de uma versão mais antiga e menos atraente, o Favor Smoke-Free Cigarettes.

Parece que são dispositivos de produtos de drogas não aprovados, disse Karen Riley, porta-voz da agência, e sendo produtos não aprovados, não podem entrar nos EUA.

Mas quantidades suficientes de e-cigarettes conseguem entrar no país, no qual continuam a proliferar via online ou em shoppings.

Por US$ 100 até US$ 150 ou mais, um usuário pode comprar um kit inicial que inclui baterias para o cigarro e cartuchos descartáveis que contém nicotina (embora os cartuchos possam ser comprado sem a substância), aromatizante e propileno glicol, um líquido que evapora, produzindo uma fumaça parecida com a do cigarro. Quando o usuário o inala, um sensor aquece o cartucho. Os aromatizantes incluem tabaco, menta, cereja e níveis de nicotina de acordo com cada cartucho.

O propileno glicol é usado como matéria anti-congelamento, e também para criar fumaça artificial ou neblina em produções teatrais. A FDA classificou-o como um aditivo que é geralmente reconhecido como seguro para uso na comida. Mas quando questionado se inalar a substância era seguro, o Dr. Richard D. Hurt, diretor do Centro de Dependência em Nicotina, na Clínica Mayo, disse eu acho que não, mas não tenho certeza se alguém sabe ao certo.

Oficiais da saúde pública também se preocupam com que os dispositivos com sabores de frutas, sendo novidade e de fácil acesso possam atrair as crianças.

Por KATIE ZEZIMA


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