Cidade na China volta ao normal depois do ataque mortal

KASHGAR, China ¿ Um idoso numa carroça de burro atravessa a antiga, pobre e populosa cidade de ruas estreitas coloridas pela areia; mochileiros estrangeiros negociam com vendedores de tapetes; as lojas e os mercados estaão aberto para negociação. Alguns poucos policiais ficam no entorno e fiéis se aglomeram nas mesquitas.

The New York Times |

Essa cidade na fronteira a quarto quilômetros a oeste de Pequim não aparentava na terça-feira estar sob qualquer tipo de alerta terrorista ou ser um local que foi, apenas 24 horas antes, palco do que os oficiais chamaram de o pior ataque terrorista da história recente da China.

Eu ouvi as sirenes policiais ontem (segunda-feira), mas hoje está tudo seguro, disse o taxista que, como aparentemente todo mundo entrevistado em Kashgar, se recusou a dar seu nome, citando o medo da repressão governamental.


Moradores de Kashgar se sentem seguros e seguem tranquilos depois do ataque de sgunda-feira / Reuters

Perguntado sobre quem poderia ter planejado o ataque de segunda-feira, disse que existe todo tipo de gente passando por essas ruas.
Oficiais disseram que dois homens, ambos Uighurs, um grupo muçulmano turco que habita a região oeste de Xinjiang, jogou um caminhão contra um grupo de policiais paramilitares e depois jogaram explosivos e esfaquearam oficiais, matando 16 e ferindo outros 16.

Oficiais disseram que os homens pertenciam ao movimento que reivindica a independência da região, defensores da independência para os muçulmanos do oeste da China e classificados como terroristas pelo governo chinês e dos EUA. Os chineses dizem que o grupo está tentando atrapalhar os Jogos Olímpicos com terrorismo.

Shi Dagang, o secretário do partido local, disse numa coletiva de imprensa que dois homens, um taxista e um vendedor de rua, foram presos e confessaram o crime.

Especialistas de fora questionaram se o ataque foi terrorista, dizendo que os chineses estavam exibindo a bandeira de sua própria guerra conta o terror para apertar o cerco na região.

O ataque levantou a questão sobre a viabilidade da política chinesa em Xinjiang e até sobre a imagem promovida pela China de um país harmonioso pronto para as Olimpíadas .

A China está conquistando o coração e a mente dos habitantes de Uighur? perguntou Dru C. Gladney, estudioso dos muçulmanos chineses e professor do Pomona College, em Claremont, Califórnia. Esse tipo de incidente sugere que não. 

Gladney e outros especialistas dizem que um olhar detalhado da narrativa do ataque promovido pelos oficiais chineses e da história de Xinjiang sugere que o ataque foi provavelmente arquitetado por indivíduos decepcionados e não foi um ato de terrorismo.

Por EDWARD WONG

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