CIA planejava assassinar líderes da Al-Qaeda

WASHINGTON ¿ Desde 2001, a CIA desenvolveu planos para enviar pequenas equipes ao exterior para assassinar líderes da Al-Qaeda, de acordo com oficiais governamentais.

The New York Times |

Os planos nunca foram realizados, segundo as autoridades, e Leon E.
Panetta, atual diretor da agência, cancelou o programa no mês passado.

Oficiais da agência de espionagem enfrentaram muitos problemas de logística, além de obstáculos judiciais e diplomáticos: como o papel dos Estados Unidos poderia ser mascarado? Os aliados deveriam ser informados com a possibilidade de que bloqueariam o acesso das equipes da CIA a seus alvos? O que aconteceria de um agente americano e seus instrutores estrangeiros fossem apreendidos no meio de uma operação? Tais atividades violariam restrições judiciais internacionais sobre o assassinato em território estrangeiro?

Ano após ano, de acordo com os oficiais informados sobre o programa, os planos deixavam de ser concluídos porque a gestão Bush buscava alternativas para matar os suspeitos de terrorismo com mísseis disparados de aeronaves ou prendê-los em prisões secretas da CIA.

Panetta abandonou o programa, que teria dependido de equipes paramilitares, pouco depois que o centro de antiterrorismo da CIA o informou de sua existência.

No dia seguinte, 24 de junho, ele disse a comitês de inteligência congressistas que o plano havia sido escondido dos legisladores, inicialmente sob instruções do ex-vice-presidente Dick Cheney.

O programa foi desenvolvido nas semanas que sucederam os ataques do 11 de setembro, quando o presidente George W. Bush assinou uma ordem secreta autorizando a CIA a capturar ou matar militantes da Al-Qaeda em todo o mundo.

A capacidade de matar Osama Bin Laden ou seus principais representantes onde quer que estivessem (mesmo em cidades fora das zonas de guerra) era um objetivo urgente, de acordo com pessoas envolvidas nos debates. Mas na prática, criar e treinar as equipes se mostrou difícil.

"Parece ótimo em filmes, mas quando é preciso ser feito na vida real não é tão fácil", disse um oficial de inteligência. "Onde será sua base? Qual será sua aparência? Eles irão esperar por chamados 24 horas por dia?"

O porta-voz da CIA se recusou a comentar o assunto.

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