China reabrirá fronteiras do Tibete para turistas

PEQUIM ¿ O governo chinês irá reabrir o Tibete para turistas estrangeiros em 5 de abril, após quase seis semanas de proibição, de acordo com informações da agência estatal Xinhua. Turistas estrangeiros foram proibidos de visitar o Tibete no fim de fevereiro, antes do 50º aniversário de uma rebelião fracassada contra as regras da China. Houve um aumento da segurança na Região Autônoma do Tibete e nas áreas fronteiriças. O acontecimento foi no sábado e não teve ocorrências graves.

The New York Times |


Bachug, chefe do departamento de turismo no Tibete, disse à Xinhua, neste domingo, que agora a região é harmoniosa e segura para turistas. Bachug, que como muitos tibetanos usam apenas um nome, disse que mais de 100 grupos de turismo estrangeiros estão programados para visitar o Tibete.

Um levante na capital tibetana de Lhasa, em março passado, levou a ao menos 19 mortes, a maioria era civis chineses da etnia han (maior grupo étnico da China). Centenas de manifestantes foram detidos. Grupos de exílio afirmaram que 220 monges, freiras e outros tibetanos morreram e mais de mil foram feridos por causa das ações violentas.

Determinado a impedir qualquer nova agitação neste ano, o governo enviou milhares de tropas e oficiais da polícia para o oeste da China, criando um estado não oficial de corte marcial.

O site de vídeos YouTube foi bloqueado quase a semana passada inteira na China, e novamente, nesta segunda, aparentemente por causa de um vídeo que mostra policiais batendo brutalmente em tibetanos, após as manifestações do ano passado. Sem identificar o vídeo, Xinhua relatou que tibetanos separatistas fabricaram o vídeo do delito dos policiais.

Repórteres estrangeiros foram barrados no Tibete, mas a mídia chinesa informou agitações limitadas nas últimas seis semanas. No conflito mais grave, quase 100 pessoas, na maioria monges, foram detidos em uma área tibetana no norte da China, após uma multidão atacar uma estação policial em 21 de março, disseram autoridades.

Oficiais chineses disseram que 13 mil pessoas em Lhasa celebraram no sábado, o aniversário do dia em que a China tomou o controle do Tibete e exilou seu líder espiritual, Dalai Lama. A mídia estatal mostrou fotos de tibetanos sorrindo enquanto brincavam de cabo-de-guerra e outros jogos na comemoração do que o governo chinês chama de Dia da Emancipação dos Servos.

A China afirma que investiu pesadamente no desenvolvimento econômico e social do Tibete e que a estabilidade incentivou o turismo. Nos primeiros dois meses do ano, 120 mil turistas chineses e estrangeiros visitaram o Tibete, um aumento de cerca de 5% sobre o mesmo período no ano anterior, de acordo com a agência regional de turismo.

POR SHARON LaFRANIERE

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