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China limita o uso de moeda virtual

XANGAI - A compra e venda de moedas imaginárias utilizadas em jogos online é tão ampla que as autoridades chinesas temem seu impacto na economia real. Para lidar com a ameaça, as autoridades locais afirmaram na terça-feira que criaram novas regulamentações para restringir o comércio e uso do dinheiro virtual.

The New York Times |

A China é um dos maiores mercados dos famosos jogos de participantes múltiplos como "World of Warcraft", e milhões de jovens do país negociam mercadorias virtuais e créditos por produtos reais e dinheiro. A moeda dos reinos de fantasia já atingiram os mercados do país.

A moeda QQ (um dinheiro produzido pela gigante dos jogos Tencent) já chegou a ter valor maior do que a moeda oficial da China, o renminbi, alarmando as autoridades do Banco Central do país.

Algumas pessoas chegam a negociar a moeda virtual em troca de roupas, cosméticos e outros produtos.

No ano passado, quase US$2 bilhões em moeda virtual foram negociados na China, de acordo com a Centro de Informação da Internet da China. Alguns especialistas dizem acreditar que existe uma economia secundária muito maior no mundo virtual.

A maioria das grandes companhias da China (como Sohu.com, Netease e Tencent) tem algum componente de jogo e moedas virtuais que cresceram com elas.

Algumas companhias de jogos menores estabeleceram o que chamam de senzalas virtuais, quartos apertados nos quais jovens jogam online para ganhar créditos que as companhias depois vendem com lucro para clientes em Taiwan, Coreia do Sul e até mesmo Estados Unidos.

A prática é conhecida na comunidade dos jogos virtuais como cultivo de ouro.

Muitas lojas online, como eBay e Taobao, chegam a ter ofertas de produtos virtuais, como moedas de ouro de "World of Warcraft" e espadas para o jogo "Legend of Swordmen."

Edward Castronova, professor de telecomunicações da Universidade Indiana Bloomington que diz acreditar que as moedas virtuais podem representar um perigo real às economias mundiais, elogiou a medida de Pequim.

"Esta ação mostra que pelo menos um governo se preocupa com a forma como o mundo virtual desafia o controle de sua sociedade", disse Castronova em um email na terça-feira. "Conforme as moedas virtuais ganham mais e mais poder de compra, o controle sobre seu fornecimento sai das mãos do banco central e passa para os desenvolvedores de jogos".

Na terça-feira, a China disse que as novas leis irão restringir o comércio e uso do dinheiro virtual e que as moedas não poderão ser usadas para a compra de produtos reais.

O governo também disse que busca combater as apostas online que fazem uso das moedas virtuais.

Em um release à imprensa, Pequim disse que ainda que as moedas tenham ajudado a promover os jogos online, elas "também trouxeram novos problemas econômicos e sociais".

Pequim tentou inúmeras vezes lidar com o mercado de jogos online através de ovas regulações (e até mesmo acampamentos contra o vício na internet) mas a atividade continua a crescer.


Por DAVID BARBOZA


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