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China diz que se opõe à politização da Olimpíada

XANGAI ¿ A China rejeitou as críticas do Comitê Olímpico Internacional (COI) de que havia politizado os jogos através de comentários denunciando o líder espiritual exilado do Tibete, o Dalai Lama. http://ultimosegundo.ig.com.br/olimpiada/Saiba tudo sobre a Olimpíada

The New York Times |

A rara crítica, que foi enviada por carta aos organizadores da Olimpíada de Pequim na quarta-feiram, citava um discurso recente feito pelo líder do Partido Comunista do Tibete, Zhang Qingli, no qual ele disse: a bandeira vermelha com as cinco estrelas da China sempre irá balançar acima dessa terra.

Zhang continuou a denunciar o Dalai Lama, dizendo com certeza, nós conseguiremos destruir completamente o que ele chamou de esquemas divisórios da facção do Dalai Lama.

Os comentários foram feitos durante a cerimônia para marcar a passagem da tocha olímpica pela capital do Tibete, Lhasa, no sábado.

O COI lamenta que declarações políticas tenham sido feitas durante a cerimônia de encerramento da passagem da tocha pelo Tibete, disse o Comitê Olímpico Internacional em uma declaração. Além disso, escreveu-se para os membros do comitê organizador da Olimpíada de Pequim para lembrá-los da necessidade de separar esporte e política e pedir apoio a eles para garantir que tais situações não aconteçam de novo.

Um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Liu Jianchaou, disse que não sabia da carta do comitê olímpico, mas defendeu os comentários do líder do partido na província, dizendo que eles não contradiziam o compromisso chinês de evitar a politização dos jogos.

A primeira posição da China é se opor à politização dos jogos olímpicos, e especialmente usá-los para interferir nos assuntos domésticos da China, disse Liu na quinta-feira.

Se alguns oficiais expressam suas atitudes em alguns assuntos, isso não é politizar a Olimpíada, mas lutar para estabilizar ainda mais a região do Tibete e criar um ambiente harmonioso e estável para os Jogos Olímpicos, acrescentou Liu.

Repressão no Tibete

O Tibete tem sido foco de intensa atenção internacional desde que aconteceram vários protestos na área, que é oficialmente conhecido como região autônoma, no começo de março. Em resposta aos protestos e tumultos em Lhasa, a China fechou o Tibete para estrangeiros, enquanto realizava incursões na região que envolveram inúmeras prisões, maior controle dos monastérios budistas tibetanos e uma campanha de reeducação de monges que acredita-se terem ligações com o Dalai Lama.

Organizações internacionais de direitos humanos dizem que é impossível saber quantas pessoas morreram nesse período porque observadores internacionais foram barrados do Tibete.

Em resposta à pressão internacional das últimas semanas, a China realizou diálogos com representantes do Dalai Lama, mas observadores dizem que o progresso nesses encontros, focados em resolver a crise política da região, foi limitado. O Dalai Lama vive em exílio desde que fugiu da China em 1959, depois de um levante fracassado contra o governo chinês.

A China continuou a fazer duras denúncias do Dalai Lama, acusado de tentar dividir o país.

Críticas ao COI

A carta do Comitê Olímpico Internacional repreendendo a China representa uma mudança de direção do grupo. Ele enfrentou críticas de grupos de direitos humanos e outros pelo seu silencio sobre esses assuntos na China, incluindo a crise do Tibete.

O COI manteve a opinião que os jogos na China levariam à melhorias na sociedade.

Grupos internacionais de direitos humanos e dissidents dentro da China afirmam que a Olimpíada foi usada, de forma grosseira, para fazer declarações políticas sobre o país para públicos nacionais e internacionais. Em casa, através de eventos como a passagem da tocha, os jogos claramente foram usados como uma ferramenta para incentivar o nacionalismo.

- Howard W. French

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