China ameaça executar responsáveis por tumultos em Xinjiang

URUMQI, China - Conforme a deserta região de Xinjiang no noroeste da China entrava em um período de calma depois de três dias de confrontos étnicos mortais, um líder do Partido Comunista da região disse que aqueles diretamente responsáveis pela morte de 156 pessoas no domingo serão punidos com a pena capital.

The New York Times |

O oficial, Li Zhi, líder do partido em Urumqi, que é a capital de Xinjiang e centro da violência, disse que muitas pessoas suspeitas de terem instigado os confrontos foram presas e que algumas são estudantes.

"Aqueles que cometeram crimes com finalidades cruéis nós iremos executar", ele afirmou em uma coletiva de imprensa. "Os pequenos grupos de pessoas violentas já foram detidos pela polícia. A situação agora está sob controle".

Ele repetiu a afirmação do ministro de segurança pública da China, Meng Jianzhu, que disse a moradores locais que aqueles responsáveis pela violência serão punidos "com severidade", de acordo com a agência de notícias estadual Xinhua.

Ressaltando a preocupação do governo em relação à pior violência étnica da China em décadas, o presidente do país, Hu Jintao, encurtou sua viagem à Itália onde se reunia com o Grupo dos 8 e cancelou sua passagem por Portugal. O Ministério do Exterior da China disse que a visita a Portugal será remarcada e que outro oficial, Dai Bingguo, participará da cúpula em seu lugar.

Poucos relatos de violência foram registrados na quarta-feira em Urumqi, onde no domingo aconteceram os tumultos causados pelos uigures que foram respondidos por represálias do grupo étnico chinês Han. Mas o governo removeu o toque de recolher e fortaleceu a presença militar na região, ajudando a manter a calma.

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