China abre campo de petróleo no Iraque

Estatal chinesa, que investiu US$ 3 bilhões, tem direitos de exploração do campo de Al-Ahdab por 23 anos

The New York Times |

A maior empresa de exploração de petróleo da China deu início a operações em Al-Ahdab, um campo de petróleo no Iraque, fazendo dessa a primeira grande área a iniciar a produção do petróleo no país em 20 anos, de acordo com um relato oficial.

As operações começaram no dia 21 de junho e o campo deve produzir 3 milhões de toneladas de petróleo bruto por ano, informou o jornal estatal China Daily. O campo de petróleo foi descoberto em 1979 e acredita-se conter 1 bilhão de barris de petróleo cru.

AP
Província de Basra, 550 km ao sudeste de Bagdá, rica em petróleo e gás
A China National Petroleum Corp, uma empresa estatal chinesa, tem os direitos de exploração do campo garantidos sob um contrato de serviços técnicos assinado com o governo iraquiano em novembro de 2008. Nos termos do contrato, a empresa está investindo US$ 3 bilhões e tem direitos de uso por 23 anos, explicou o China Daily.

O contrato, a renegociação de um acordo assinado pela primeira vez em 1996 com o governo de Saddam Hussein, foi adiado depois que as Nações Unidas impuseram sanções econômicas ao Iraque e os militares dos Estados Unidos derrubaram Saddam em 2003.

Analistas dizem que a operação de Al-Ahdab é a maior da empresa chinesa no Oriente Médio.

Um executivo da petrolífera chinesa disse em 2009 que a empresa teria um lucro de menos de 1%, mas que o contrato foi feito de forma a "colocar o pé na porta" da indústria petrolífera iraquiana, que tem campos muito maiores do que Al-Ahdab.

O acordo começou a atrair fortes críticas de moradores e autoridades na província de Wasit, onde o campo está localizado, logo após a assinatura do contrato. Algumas pessoas exigiam que Wasit recebesse royalties de um dólar por barril para melhorar o acesso à água potável, serviços de saúde, escolas, estradas e outras necessidades públicas na província, que está entre as mais pobres do Iraque. O governo iraquiano rejeitou as exigências.

Na terça-feira, o presidente do Sudão, Omar Hassan al-Bashir, onde a China tem interesses petrolíferos de grande porte, chegou a Pequim para conversar com os líderes chineses. Bashir enfrenta acusação do Tribunal Criminal Internacional por crimes de guerra e genocídio, mas a China não é obrigada a prendê-lo por não ser signatária do tribunal.

*Por Edward Wong

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