Chávez anuncia planos de exercícios navais com a Rússia

CARACAS, Venezuela ¿ Aquecido pela reivindicação da marinha americana em águas da América Latina nas últimas semanas, o presidente Hugo Chávez disse no domingo que a Venezuela poderá realizar exercícios com navios russos no Caribe antes do fim do ano.

The New York Times |

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As palavras de Chávez de que quartos navios de guerra com cerca de 1 mil marinheiros da Esquadra Russa do Pacífico poderão tomar parte nos treinamentos em novembro na costa da Venezuela ecoaram pelos noticiários americanos durante o fim de semana. Salvatore Cammarata Bastidas, comandante da inteligência naval da Venezuela, disse que os exercícios têm como objetivo estreitar os laços militares entre os países.  

Vão em frente e berrem, Ianquis, disse Chávez zombando em um programa de TV no domingo, adicionando, a esquadra russa é bem-vinda aqui. Mas Chávez minimizou suas observações dizendo que os exercícios ainda estão em fase de preparação, e estão pendentes até que o governo russo se decida. Confirmações oficiais não foram dadas por Moscou. Militares russo divulgaram um comunicado no domingo sobre planejamento de manobras navais. 

Depois da guerra na Geórgia, o Kremlin expressou frustração sobre a presença da Otan e de navios americanos no Mar Negro. No domingo, depois que um navio dos EUA desembarcou ajuda humanitária à Geórgia no porto de Poti, no Mar Negro, o presidente russo Dmitri A. Medvedev sugeriu que os Estados Unidos estavam invadindo a esfera de influência da Rússia. 

Alguns dias antes do Conflito na Geórgia, o primeiro-ministro russo Vladimir Putin, anunciou que a Rússia poderia fortificar suas relações com Cuba, a maior aliada da Venezuela. Mas, autoridades russas negaram que desenvolveriam ferramentas militares naquela região. 

A Venezuela tem agido fora do comum para estreitar suas relações com a Rússia. Além de saudar os investimentos russos, Chávez surge como o maior comprador de armas russas. No último mês, ele também apoiou a decisão russa de reconhecer as duas regiões separatistas da Geórgia.  

Chávez enquadrou sua aproximação com a Rússia como sua preocupação governamental depois do anúncio em julho da reativação da Quarta Esquadra na Marinha dos EUA em águas da América Latina depois de cinco décadas de calmaria.   

Por SIMON ROMERO e CLIFFORD J. LEVY

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