Casa Branca sugere falência de automobilísticas

WASHINGTON - A Casa Branca sugeriu pela primeira vez na quinta-feira a falência gerenciada da General Motors e da Chrysler como uma solução para salvar as companhias da ruína financeira.

The New York Times |

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A porta-voz do presidente Bush, Dana Perino, confirmou crescentes especulações que rondavam os círculos legais de que o presidente e o secretário do Tesouro Henry M. Paulson Jr. consideravam a medida.

"Há uma forma ordenada de se fazer uma falência que oferece um impacto menor", disse Perino. "Eu acho que iremos falar sobre isso".

Autoridades da gestão, no entanto, descreveram essa opção como um último recurso que será usado apenas caso um acordo para a entrega voluntária da companhia não seja aceito.

Estes oficiais também disseram que a solução será a reestruturação obrigatória do setor fora das cortes de falência, extraindo concessões que tornariam as companhias mais custo-competitivas com as automobilísticas estrangeiras.

Em troca, o Tesouro criaria um fundo de resgate, chamado de Programa de Alívio a Investimentos Problemáticos, para fazer empréstimos às companhias.


Casa Branca prevê falência 'controlada' para GM / AP

Depois de uma semana de negociações entre automobilísticas e o Departamento do Tesouro a respeito dos termos de um possível resgate, Perino disse na quinta-feira, "estamos muito perto".

O presidente Bush, falando ao Instituto de Empresas Americanas, uma organização dedicada aos princípios de livre-mercado, disse ter determinado que a economia está frágil demais para permitir que a GM e a Chrysler cheguem à falência. As companhias alertaram que isso acontecerá caso não recebam ajuda em breve.

Bush deixou claro que quer evitar uma "falência desordenada" pelas consequências disso "à psicologia dos mercados". Mas ele também disse que "se preocupa em colocar dinheiro em investimentos ruins" e sugeriu que só irá aprovar um plano que permita que as companhias "se tornem viáveis no futuro".

Reação

Depois que a Casa Branca sugeriu a falência, as ações da GM caíram 16% chegando a US$3,66.

Mas a reação dos investidores também pode ter relação com uma notícia veiculada no jornal The Wall Street Journal que relatava negociações para uma possível fusão entre GM e Chrysler. No entanto, o porta-voz da GM disse que sua empresa não mantém conversas com a Chrysler desde o final de outubro, quando suspendeu as negociações por causa de sua situação financeira.

A GM se recusou a comentar a sugestão da gestão Bush de que esteja considerando a falência. Executivos sênior da GM disseram que a falência não é uma solução viável porque os consumidores relutariam em comprar veículos de uma automobilística falida.

Por DAVID E. SANGER, BILL VLASIC e MICHELINE MAYNARD

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