Casa Branca força saída de presidente da General Motors

WASHINGTON - No domingo, a Casa Branca forçou a saída do presidente da General Motors e instruiu a Chrysler a formar parceria com a automobilística italiana Fiat em 30 dias como condições para que as automobilísticas recebam a ajuda governamental que precisam.

The New York Times |

A decisão de pedir que o presidente e chefe executivo da GM, Rick Wagoner, deixasse o cargo pegou Detroit e Washington de surpresa e ressaltou a determinação da gestão Obama em tomar uma posição ativa nas companhias que resgata (um nível de envolvimento nos negócios que não é visto desde a Grande Depressão).

O presidente Barack Obama deve anunciar detalhes do pacote automobilístico nesta segunda-feira na Casa Branca, mas dois oficiais sênior, oferecendo uma previsão sob condição de anonimato, deixaram claro que alguma forma de falência (uma rápida reestruturação judicial, como descreveram) ainda pode ser uma opção para uma ou ambas as companhias. 

A força tarefa automobilística de Obama, em um relatório divulgado na noite de domingo analisando a viabilidade de ambas as companhias e detalhando os planos da nova gestão para eles, concluiu que a Chrysler não conseguirá sobreviver como uma companhia isolada.

O relatório disse que a companhia não receberá mais ajuda do governo a menos que finalize a aliança proposta pela companhia italiana Fiat até o dia 30 de abril. Além disso, terá que reduzir suas dívidas e obrigações com assistências médicas.

Caso um acordo seja concluído entre a Chrysler e a Fiat, a gestão diz considerar outro empréstimo de US$ 6 bilhões para a companhia americana.

A GM, por outro lado, fez grande progresso no desenvolvimento de carros mais eficientes e pode sobreviver se puder cortar os gastos drasticamente, afirmou a força tarefa. A gestão dará a GM 60 dias para apresentar um plano de cortes nos custos e oferecerá assistência dos contribuintes para mantê-la fluindo durante este período.

Ao pedir que Wagoner deixasse o cargo, a gestão Obama estava possivelmente ciente da irritação popular com o resgate de companhias particulares, bem como com os bônus pagos a funcionários do AIG, a financiadora que é 80% do governo depois de um resgate.

Obama está ciente que não pode parecer usar os dólares de impostos para recompensar executivos que fizeram um trabalho ruim e começou a sinalizar na semana passada que será mais duro com as automobilísticas.

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