Candidatos preparam planos de transição de governo

WASHINGTON - Com a economia em trapos e duas guerras no exterior, a equipe do senador Barack Obama se prepara para um começo ágil, caso ele seja eleito à presidência, numa transição que pode ser a mais difícil em 75 anos.

The New York Times |

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Os consultores de Obama analisam currículos, compilam opções de políticas e debatem sobre onde será realizada a primeira coletiva de imprensa do presidente eleito. Os democratas dizem que Obama espera indicar nomes chave para sua equipe econômica e de segurança logo depois da eleição. Seu chefe de transição chegou a rascunhar um discurso de posse.

Os indicados presidenciais geralmente começam a se preparar para a transição antes da eleição, mas os planos de Obama parecem mais amplos do que os elaborados no passado e mais avançados do que os do senador John McCain, seu oponente republicano. McCain também incumbiu confidentes de prepararem a transição mas os instruiu a limitarem suas atividades enquanto ele tenta recuperar sua campanha, disseram os republicanos.

Quem será?

A capital foi tomada por rumores sobre quem assumirá posições importantes. Os consultores de Obama mencionaram Tom Daschle, ex-líder da maioria no Senado, como possível líder da equipe da Casa Branca, e Timothy F. Geithner, presidente do Federal Reserve Bank de Nova York, como secretário do Tesouro. Os consultores dizem que Obama pode pedir que dois membros do gabinete de Bush permaneçam na equipe, incluindo o secretário da Defesa Robert M. Gates.

McCain também pode pedir que Gates fique, de acordo com os republicanos envolvidos na campanha, ou abandonar a postura partidária e pedir que o senador Joseph I. Lieberman, democrata de Connecticut que assumiu postura independente, lidere o Pentágono e o Departamento de Estado. Os republicanos dizem que entre os candidatos à posição de secretário do Tesouro estão John A. Thain, chefe executivo do Merrill Lynch, e Robert B. Zoellick, presidente do Banco Mundial.

Nenhum dos dois comitês de campanha aceitou discutir publicamente seus planos de transição por medo de parecer presunçoso a pouco menos de uma semana da eleição.

Ainda assim, caso ganhe, Obama terá que ser cuidadoso sobre ir longe demais antes da posse, como pareceu reconhecer.

"Nós teremos um presidente por vez até o dia 20 de janeiro, quando o novo presidente tomar posse", ele disse.

McCain foi rápido ao acusar Obama de super confiança. "O senador Obama já mediu as cortinas da Casa Branca", ele disse num comício, como geralmente faz.

Por PETER BAKER e JACKIE CALMES

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