Candidatos partem para o ataque às vésperas do segundo debate

WASHINGTON - Os senadores John McCain e Barack Obama deram início a sua disputa durante o verão americano denunciando a política americana como fútil e negativa, e prometendo manter campanhas que lidariam com as preocupações dos eleitores num momento tão difícil.

The New York Times |

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Mas na segunda-feira McCain deixou claro que quer que o último mês de campanha seja um referendo sobre a personalidade, liderança e o passado de Obama (uma forma educada de anunciar que pretende atacá-lo de todas as formas possíveis e criar ou reforçar dúvidas em relação ao democrata entre os eleitores). O comitê de Obama demonstrou que irá reagir à altura, criando um jogo de evocação de eventos e personagens da vida de ambos os candidatos.

A mudança de tom prepara o terreno para o debate nacional que acontecerá entre os dois na noite desta terça-feira , o segundo de três encontros marcados entre os candidatos. Isso acontece num momento em que McCain se vê diante de crescente pressão para fazer algo que revitalize sua campanha, com as pesquisas dando a Obama uma vantagem na disputa e em termos de quem os americanos confiam mais para lidar com a economia, a principal preocupação do momento.

Ainda assim, ao mudar para uma mensagem mais negativa e pessoal os dois comitês arriscam parecer não se preocupar com as ansiedades do eleitorado em relação à economia num momento em que o sistema financeiro oscila vigorosamente. O risco pode ser especialmente grande para McCain, que cedeu terreno político a Obama durante a crise financeira e adotou uma postura mais combativa apenas nos últimos dias.


ÀS vésperas do debate, candidados partem para o ataque / US

Um discurso voraz feito por ele na segunda-feira ("Quem é o verdadeiro Barack Obama?", perguntou McCain) foi mostrado na televisão a cabo com imagens de outro dia ruim em Wall Street. "Seja qual for a pergunta, o problema, sempre existe uma história por trás dos panos com o senador Obama", disse McCain, falando a uma platéia em Albuquerque. "A sensibilidade de meu oponente cada vez que falamos sobre seu histórico é motivo para nos preocuparmos".

Durante o dia, a companheira de disputa de McCain, a governadora Sarah Palin, questionou o "julgamento e a verdade" de Obama. Os defensores de McCain tentaram concentrar sua atenção nas associações de Obama com seu antigo pastor e um radical dos anos 1960 . O Comitê Nacional Republicano pediu uma investigação sobre contribuições questionáveis feitas à campanha do democrata.

O comitê de Obama respondeu veiculado um vídeo de 13 minutos descrevendo as relações de McCain com o escândalo bancário Keating Five que prejudicou a campanha do republicano nos anos 1980, um vídeo que os conselheiros de Obama disseram ter guardado caso este momento chegasse. Os assistentes de Obama retrataram McCain como enraivecido e impetuoso. Obama zombou de seu oponente por tentar tirar a atenção da economia.

"Eu não consigo pensar em nada mais importante para se falar neste momento do que a economia", disse Obama, durante campanha em Asheville, Carolina do Norte. "A noção de que poderíamos deixar isso de lado e partir para ofensas políticas comuns e táticas de medo que existiram nas campanhas políticas por muito tempo, eu acho que não é o que o povo americano está buscando".

Por ADAM NAGOURNEY

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