Candidatos adotam posturas diferentes diante da crise em Wall Street

WASHINGTON - A crise em Wall Street fará com que o próximo presidente tenha que tomar decisões difíceis sobre como regulamentar melhor o sistema financeiro e ainda que nem o senador Barack Obama nem o senador John McCain tenham detalhado um plano de ação, o histórico dos princípios que adotaram até agora sugerem que se posicionariam de formas diferentes em relação ao assunto.

The New York Times |

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Durante a campanha na segunda-feira, McCain, candidato republicano à presidência, adotou um tom populista. Num discurso na Flórida, ele disse que os fundamentos da economia permanecem fortes mas estão ameaçados "por causa da avareza de algumas pessoas de Wall Street e isso precisa ser consertado".

Mas seu histórico nesta questão e a posição daqueles que ele cita como seus conselheiros sugerem que ele nunca abandonou de forma absoluta a posição desregulamentadora de seu partido, que se apoia mais nas forças do mercado do que no governo para disciplinar a economia.

Ainda que McCain tenha mencionado a necessidade de regulamentação extra quando se trata de algumas situações específicas, como os problemas de financiamento por trás da atual crise em Wall Street, ele se mostra fundamentalmente a favor da desregulamentação e não demonstrou sinais de defender a padronização das firmas de investimento antes de sua campanha.

Na segunda-feira, Obama buscou atribuir o desequilíbrio financeiro ao relaxamento das regras durante a gestão Bush e relacionar isso à postura de McCain.

"Eu certamente não culpo o senador McCain por esses problemas, mas culpo a filosofia econômica que ele adota", Obama disse a uma multidão em Grand Junction, Colorado.

Obama demonstrou seu posicionamento geral em relação às regras financeiras em março, pedindo a regulamentação dos bancos de investimento, financiadoras e fundos de aplicação como já acontece entre os bancos comerciais. Ele determinou que abandonaria as agências regulamentadoras e criaria uma comissão cuja função seria monitorar as ameaças ao sistema financeiro e reportar diretamente à Casa Branca e ao Congresso.

Se muitos eleitores estão preocupados com os eventos que levaram o Lehman Brothers à falência e o Merrill Lynch a ser abocanhado pelo Banco da América, o contínuo caos entre os mais venerados nomes da instituição financeira americana (que acontece depois da apreensão recente do governo das gigantes financiadoras Fannie Mae e Freddie Mac e a cessão do Bear Stearns) aumentou sua incerteza em relação à economia do país, a principal questão destas eleições.

Por JACKIE CALMES

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