Campanha em nome de Caroline Kennedy causa reação inesperada entre democratas

NOVA YORK - Quando um poderoso líder trabalhista atendeu o telefone essa semana, ele ficou surpreso ao ouvir um dos principais assessores do prefeito Michael R. Bloomberg de Nova York.

The New York Times |

Acordo Ortográfico

Este assessor, Kevin Sheekey, deixou claro: Caroline Kennedy será a próxima senadora de Nova York, "então suba a bordo agora", de acordo com uma pessoa com conhecimento da ligação.

Conforme a incomum campanha de Kennedy pelo cargo toma forma, o principal estrategista político do prefeito decidiu fazer uma campanha agressiva por ela por baixo dos panos, com a benção de Bloomberg.
O envolvimento ajudou a elevar e coordenar imediatamente o debute de Kennedy, que não tinha uma equipe política experiente para a tarefa.

Mas agora, ele causa repercussões entre alguns democratas, que veem em seu surgimento bem orquestrado a mesma mensagem de inevitabilidade e direito que rodeou a bem sucedida aposta de Bloomberg por um terceiro mandato (uma campanha coordenada por  Sheekey).


Caroline Kennedy quer a vaga de Hillary Clinton no Senado / AP

Eles temem que a defesa de Kennedy pela gestão Bloomberg apenas reforçe sua imagem como mulher privilegiada do bairro Upper East Side cuja maior base eleitoral é a exclusiva elite de Manhattan.

"Parece ser mais um caso de indicação dos donos da cidade", disse o vereador democrata John C. Liu. "É surpreendente quanto disse se trata apenas da vontade da elite".

O vereador estadual Rory I. Lancman disse que há "grande preocupação de que os cargos de alto escalão estejam reservado às pessoas de uma classe melhor - pessoas que podem comprar sua entrada, como Michael Bloomberg, ou pessoas que chegam a elas como celebridades, que é o caso de Caroline Kennedy".

Turnê

Kennedy realizou uma turnê política no Estado de Nova York na quarta-feira em uma tentativa de sobrepujar o ceticismo em relação a sua inexperiência.

Quando questionado sobre o papel de Sheekey, Bloomberg declarou que o articulador de suas duas campanhas políticas agia em nome de Kennedy como um cidadão e não um funcionário público.

"Se Kevin em seu tempo particular quer fazer algumas ligações para isso, essa é sua escolha", disse Bloomberg. Quando questionado se ele apoiava a candidatura de Kennedy ao Senado, o prefeito disse: "Eu não estou fazendo campanha para ninguém".

Por MICHAEL BARBARO e RAYMOND HERNANDEZ

Leia mais sobre Caroline Kennedy

    Leia tudo sobre: kennedy

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG