Cambistas deixam as sombras e tomam conta da internet

Antes infame (e em muitos lugares ilegal) a revenda de ingressos para lucro se tornou popular. Acelerada pela internet e mudanças em leis estaduais nos EUA, a transação agora se tornou multimilionária ao atender os consumidores que querem ingressos de última hora para shows de Taylor Swift ou do musical da Broadway Wicked.

The New York Times |

"Os dias de sussurros na porta de estádios como quem negocia drogas em ruelas escuras acabaram", disse Randy Phillips, principal executivo da AEG Live, cuja transação para os 50 shows de Michael Jackson em Londres incluiu uma parceira com uma revendedora de ingressos. "Tudo está em cima da mesa agora. Agora tudo é muito transparente."


Perfil dos cambistas mudou com a chegada da internet / NYT

E está se tornando muito fácil, graças a companhias como StubHub e TicketNetwork, que operam grandes mercados onlines essencialmente para a comercialização de ingressos, depois que eles esgotam no estabelecimento oficial.

Os economistas chamam isto de mercado secundário e ele está prosperando. Um relatório do ano passado da Forrester Research previu que até 2012 as vendas do mercado secundário para entretenimento e esportes chegariam a US$ 4,5 bilhões.

Em julho, cambistas se reuniram em um hotel de Las Vegas para o quarto Ticket Summit anual, um congresso de três dias para a apresentação de produtos, seminários e networking. 

Em painéis como "Web 2.0: Aplicativos para ampliar sua base de mercado" e "Construindo um Plano de Relações Públicas" eles estiveram ao lado de empresários da internet, Ph.D.' s, consultores de marketing e até mesmo representantes de espetáculos da Broadway e grandes times esportivos.

A corrida pelo ouro no mercado secundário ampliou as antes estreitas forças cambistas trazendo todo tipo de sangue novo: entusiastas da internet, pessoas em busca de uma segunda fonte de renda, fãs comuns com um par de ingressos extra.

Em contraste com a imagem popular do cambista de ingresso como um trabalhador sombrio, a vida do cambista online pode ser surpreendentemente monótona. Vários pequenos revendedores descreveram um trabalho similar ao de um pequeno comerciante.


Venda paralela de ingressos não tem mais o "ar sombrio" de antigamente / NYT

Mas os cambistas também tropeçaram em seu caminho à legitimidade. Inúmeras controvérsias ocorreram a respeito do acesso a shows e espetáculos de grande demanda e os revendedores (termo preferido por aqueles que revendem ingressos, ainda que os fãs não pareçam dispostos a adotá-lo) enfrentam oposição de políticos e defensores dos consumidor que os veem como predadores econômicos.

Edgar Dworsky, fundador do ConsumerWorld.org e antigo assistente do procurador geral de Massachusetts, disse: "Os ingressos se esgotam aparentemente assim que chegam à venda e o consumidor comum é forçado a ir aos cambistas e pagar preços exorbitantes".

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