Bush prepara instruções sobre momentos de crise para ajudar Obama

WASHINGTON - A Casa Branca de Bush preparou mais de uma dezena de planos de contingência para ajudar a guiar o presidente eleito Barack Obama caso uma crise internacional surja nos primeiros dias de sua gestão, parte de uma operação elaborada que busca facilitar a primeira transição de poder desde o 11 de setembro de 2001.

The New York Times |

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Os memorandos preveem diversas situações possivelmente voláteis, como uma explosão nuclear na Coreia do Norte, um ciberataque aos sistemas de computadores americanos, um atentado terrorista contra alvos dos Estados Unidos no exterior ou o surgimento de uma nova instabilidade no Oriente Médio, de acordo com pessoas envolvidas na questão. Cada uma delas oferece opções para a consideração de Obama.

O planejamento vai além do que outras gestões fizeram, com o presidente George W. Bush e Obama prometendo trabalhar em conjunto para garantir uma transição mais eficiente em um momento de guerra e ameaça terrorista. A comissão que investigou os ataques do 11 de setembro, notando problemas durante a entrega de poder do presidente Clinton a Bush, pediu um processo melhor "uma vez que um ataque catastrófico pode acontecer sem ser percebido", como diz seu relatório.

Além do memorando de contingência, a equipe de Bush deu treinamento sobre crise para quase 100 oficiais de carreira do governo que podem trabalhar durante os primeiros dias da presidência de Obama enquanto os indicados aguardam a confirmação do Senado. Começando antes da eleição, estes funcionários realizaram exercícios ao lado de indicados políticos de saída para testar suas respostas.

A gestão convidou membros da equipe de revisão das agências de Obama para observar alguns de seus principais exercícios entre agora e a posse, no dia 20 de janeiro. A equipe de Bush também convidou oficiais da transição de Obama a participar de um "exercício nacional" marcado para os dias 12 e 13 de janeiro que podem refletir o que aconteceria se a liderança do país fosse atingida em um único golpe, disseram.

Ao mesmo tempo, oficiais do combate ao terrorismo planejam realizar uma instrução pessoal a seus substitutos sobre as maiores ameaças ao país. A Casa Branca preparou até 30 outros memorandos de políticas a longo prazo delineando várias questões urgentes que a nova equipe terá que enfrentar e como os assessores de Bush veem o status de cada uma dessas questões no momento final de sua presidência.

Por PETER BAKER

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