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Bush pede apoio ao plano de resgate para evitar recessão

WASHINGTON - O presidente Bush apelou à nação na noite de quarta-feira por apoio ao plano de resgate de US$700 bilhões para evitar um desastre financeiro em Wall Street e demonstrou estar disposto a aceitar controles maiores sobre o uso deste dinheiro.

The New York Times |

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 Conforme democratas e republicanos negociavam detalhes do pacote noite adentro, os candidatos presidenciais de ambos os partidos planejavam um encontro com Bush na Casa Branca nesta quinta-feira, juntamente com líderes do Congresso. O presidente disse esperar que esse encontro "acelere o debate para um projeto bipartidário". 

Bush usou seu discurso no horário nobre para alertar os americanos que "uma longa e dolorosa recessão" pode acontecer caso o Congresso não aja rapidamente.

"Toda nossa economia está em risco", ele disse.

No Capitólio, os democratas disseram que progresso em relação a um acordo foi feito depois que a Casa Branca ofereceu duas grandes concessões: um plano para limitar o pagamento dos executivos de empresas que buscam assistência do governo e uma provisão que daria aos contribuintes poder de negociação em algumas das empresas para que o governo possa lucrar dos empreendimentos que prosperarem no futuro. Detalhes dessas mudanças, e muitas outras, ainda não estão claros.

O discurso televisionado de Bush, e sua extraordinária oferta de unir os candidatos à presidência Barack Obama e John McCain poucas semanas antes das eleições, ressaltaram a sensação de urgência por parte dessa gestão de que o Congresso precisa agir rapidamente para evitar um desastre econômico.

Essa foi a primeira vez durante a presidência de Bush em que ele fez um discurso no horário nobre devotado apenas à economia. Isso acontece num momento em que a grande incerteza pública sobre os turbulentos mercados financeiros e a queda de ícones de Wall Street como Lehman Brothers se uniram ao ceticismo e desgosto direcionados ao plano de resgate do governo, que seria o mais caro da história americana. 

No Capitólio, negociações delicadas entre o secretário do Tesouro Henry M. Paulson Jr. e líderes do Congresso foram complicadas pela resistência de alguns legisladores, que registraram as reclamações de constituintes furiosos com a perspectiva de ver seu dinheiro usado para limpar a sujeira feita por executivos financeiros altamente remunerados.

Paulson tentou se concentrar tanto em Main Street quanto em Wall Street.

"Toda essa proposta irá beneficiar o povo americano porque o sistema financeiro frágil de hoje coloca seu bem-estar econômico em risco", disse Paulson.

Mas foram os comentários de Paulson, ex-chefe executivo do Goldman Sachs, sobre a limitação do pagamento a executivos que demonstraram a maior mudança de posição da Casa Branca.

"O povo americano está irritado com a compensação dos executivos, e com razão", ele disse. "Ninguém entende porque é preciso pagar por um trabalho mal feito".


Por SHERYL GAY STOLBERG e DAVID M. HERSZENHORN

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